MPLA : (PARTIDO, QUADRILHA OU CARTEL ? & NÓS PRECISAMOS NÂO DESISTIR)

MPLA : (PARTIDO, QUADRILHA OU CARTEL ? & NÓS PRECISAMOS NÂO DESISTIR) ------  Este MPLA parece nâo ser , abençoado .Ou será o Deus,assim tão angolano,que nos dá tanta capacidade para resistir todo esse martírio ?

Os bastidores da política nacional estão polvorosas e cada vez mais povoado por santos e charlatães.Como ficou provado com as trapaças no famigerado congresso do MPLA, que mais uma vez mostrou a sua verdadeira face criminosa.Não só ao negar a presença da imprensa privada,mais da forma também como tem, dividido a sociedade angolana. Agora brindam-nos  com essa farsa,dos 26 votos contra o todo poderoso protector,dos corruptos e criminosos.Só faltava essa,para dar a entender,que o MPLA é um partido democrático,que tal como outros,também tem oposicâo interna. Se defato existisse oposicâo,dentro deste partido,que fez do país sua propriedade privada,essa,já há bastante estaria queimada,e raramente nâo morta. Andei vários anos no MPLA,como militar e militante e conheço bem as regras da casa .Pois, parecia mal,apresentar um resultado de 100 % de votos para  Eduardo dos Santos,por isso, era muito importante inventar uma polvorosa história,bem ao jeito dos camarada,para distrair a plateia e obrigar á novas deducôes  e  analises. Agora que tarde ou cedo,possam vir a criar, eles mesmos uma espécie de partidesco e fazê-lo passar por oposicâo,admitindo mesmo até uma  certa critica mascarada , nâo é de duvidar. Até porque nâo estou a ver este MPLA ,a sobreviver muito mais anos com essa farsa toda e total falta de credibilidade,dos seus famosos princípios  democráticos.------ PARECE UMA REVOLUCÂO SILENCIOSA & TRANQUILA-------- A divisão da sociedade angolana  em grupos minoritários de forma que nâo  conseguem construir-se em maioria capaz de questionar a hegemonia em vigor.Tem estado bem patente no comportamento   deste MPLA, que parece ter descoberto, como melhor forma para a reproducâo do sistema perverso existente. Também as estratégias de manipulacâo da média,estão mais do que nunca, na ordem do dia. A base para manter estes grupos isolados entre si ,ou sujeitas a relacôes contraditarias,é procurar desorientá-las quanto aos seus objectivos comuns,impossibilitando que assumam lutas colectivas. MPLA como raposa matreira,tem jogado bem essa carta e os resultados ai estão  diante dos nossos olhos. Os anos vâo passando e tudo continua,ganhando contornos cada vez mais esquisito e criminoso. A estratégia dessa política do MPLA de desoriêntacâo social,tem actuado em três níveis; A )-- A atomizacâo da sociedade em grupos com escassos poder --- B ) --A orientacâo desses grupos para fins parciais.-- C )-- Anulacâo da capacidade negociadora para celebrar pactos. Impedindo-se que se crie espaços que possibilitam projectar objectivos compartilhados por todos,dando lugar a acordos e alianças.Outro aspecto preocupante da atuacâo deste MPLA nota-se na forma tão mafiosa como tem procurado manter o povo longe dos seus verdadeiros problemas sociais, quase nâo lhe dando  tempo nenhum para pensar.------   SÂO AS ARMAS SILENCIOSAS DE UMA RAPOSA MATREIRA PARA GUERRAS TRANQUILAS----- Criam problemas, situacôes  que incita uma forte reacâo do público,de forma que este pareça o mandante das medidas que a elite corrupta governamental,deseja fazer aceitar.Por exemplo,como já fez em algumas regiões do sul do país,onde promoveu o aumento da violência ou a execucâo de atentados sangrentos, contra militantes de outros partidos,para que o povo,vote por rígidas leis de segurança em prejuízo da liberdade.Donde  o fim da sua  ideologia se torna " facto histórico" e não mais decorrente duma estratégia de manipulacâo. Por outro lado,têm fomentado a cultura do naufrágio,do salve-se quem poder,que rejeita qualquer solucâo colectiva.Outra preocupacâo deste MPLA tem sido também, desviar a atencâo do público dos  problemas importantes e das mudanças fundamentais necessárias,que deveria começar,como o afastamento de uma boa parte dos tantos corruptos que temos incluindo o próprio presidente da república,que é quanto a mim, o grande obstáculo para a implatacâo de uma verdadeira democracia em Angola.

 " HÁ UM DITADO  POPULAR QUE DIZ : (TODO POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE)

Se isso fosse verdade, como justificar os povos que vivem sob o tacão de ditaduras, governados por tiranos,como Eduardo Dos Santos ,Mugabe,Chaves,etc.

Isso até poderia valer para as democracias, onde o povo pode eleger seus governantes,livremente, longe de pressões dos tios ,tias,irmãos,chefes,cunhados,amantes ou por troca de um emprego ,num ministério qualquer, sob gestão de  um chefe criminoso

Até neste último caso é falso esse ditado, uma vez que existem democracias e democracias. Não é difícil ludibriar um povo quando os níveis de consciência cívica são baixos, resultado dos baixos índices de educação e do pouco acesso crítico a informações.

Foi pela via democrática que Hitler assumiu o poder na Alemanha e é também hoje, pelo voto do " povo" que, Eduardo dos Santos, Chaves e Evo Morales estão implantando as ditaduras em  seus países.

Não há como culpar o povo pelas escolhas que faz quando esse povo é despolitizado no seu sentido de compreensão real da coisa pública.

Se isso não fosse assim, como entender a crise ética que está engolfando o nosso país sem que haja um maciço repúdio por parte de todo um povo, uma vez que os índices de aprovação de Governantes são notavelmente altos, apesar de tudo?

"Nunca antes neste país" a imprensa privada publicou tantos escândalos públicos como agora e no entanto aqueles que se consideram , defensores do povo,vão varrendo o lixo para debaixo do tapete a vista de todos.

 Por falta de um governo sério e de decisões corajosas, não se fazem as reformas que Já deveriam estar feitas e por isso, nosso país está perdendo oportunidades fantásticas num mundo que cresce em média a taxas maiores que a nossa.

No fundo,  esta é uma crise ética que se espaíra para a economia e para a nossa sociedade. Estamos contaminados por usos e costumes que corroem o nosso tecido social, de cima a baixo.

É preciso reagir.

É preciso por um basta nas mazelas que aviltam a nação, e erguer um novo país, com moral, com geração de riquezas e sua distribuição mais equitativa.

Assistir a esse estado de coisas sem uma acção concreta é aceitar que somos covardes ou que toleramos a ineficiência, a incompetência e a malversação do dinheiro público. É aceitar que o nosso destino é ser isso mesmo, um país e um povo de segunda classe.

 

Isso é inaceitável.

Temos que reagir a este "destino" de país pantanoso e sem futuro. Mas reagir sem quebrar os valores democráticos que tão duramente conquistamos e que precisam ser preservados a todo o custo.

É preciso que tomemos a consciência que, mesmo não militando num partido político, mesmo que alguém odeia a política, nós somos agentes políticos, quer queiramos ou não.

Somos agentes políticos quando votamos, quando reclamamos da incompetência e do desleixo dos políticos. Só que na maior parte das vezes nós subestimamos essa nossa condição cívica.

Quando nos omitimos em política estamos na verdade abrindo espaço para que ele seja ocupado por políticos nocivos, com todas as suas conseqüências,que conhecemos.

Temos que estar vigilantes não dar tréguas aos corruptos que nos governam,sem medo de perdermos a nossa vida,pois eles tarde ou cedo , acabarão por ouvir as nossas vozes,quando um dia o povo se revoltar.

E vigiar significa ser crítico, estar atento, denunciar, usar dos meios que dispomos, para eliminar da política os corruptos e os incompetentes.

Significa indignar-se e na indignação, formar grupos para partir para acções públicas, de alerta à população, de exigência de providências às autoridades.

Talvez muitos se questionem sobre o que nós, pobres mortais, temos com isso. Não somos políticos e nem autoridades para cercear as acções dos homens públicos.

Temos, sim, muito a ver com isso. Maus políticos, governantes incompetentes interferem na nossa vida. Desvio de dinheiro público,  falta de obras públicas tem tudo a ver connosco.

Sempre que necessário,temos que mobilizar o povo contra medidas,deste governo que atentem contra as liberdades,como tem ocorrido com grande frequência.

Com a nossa participacâo activa e constante,com a nossa união,vamos construir o país que queremos,o país que todos nós merecemos.

 Fernando Vumby

 

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