CHINA EM ANGOLA

Angola exporta diariamente para a República Popular da China 3,19 milhões de barris de petróleo bruto, segundo um comunicado oficial do Governo angolano divulgado sexta-feira em Pequim, no final da visita de Estado do Presidente da República de Angola.


Angola é o maior fornecedor de petróleo bruto à China
Esta cifra transformou Angola no maior fornecedor africano do “ouro negro” para aquele país asiático.
As exportações angolanas para a China, além de petróleo bruto, incluem diamantes e sucatas, segundo a declaração do Governo angolano. O volume de exportação de petróleo, diamantes e sucatas para a China atingiu o valor aproximado de sete biliões de dólares entre 2004 e 2006.

Angola importa da China alimentos, máquinas, equipamentos, aparelhos electrónicos, vestuário e calçado. Estas operações atingiram já cerca de 1,5 biliões de dólares. No ano de 2007, o volume de negócios entre os dois países atingiu mais de 22 mil milhões de dólares.

O Governo angolano anunciou na sexta-feira que conseguiu da China uma garantia de concessão de novos créditos.
O país asiático assegurou, segundo o comunicado final da visita de José Eduardo dos Santos, que vai responder à solicitação feita por Angola.

O Governo vai aplicar os créditos no financiamento de projectos estruturantes como a construção de vias-férreas, reabilitação e ampliação de portos e do novo Aeroporto Internacional de Luanda, que está a ser construído de raiz nos arredores de Viana, em Luanda. O novo aeroporto vai receber 15 milhões de passageiros por ano.

Angola é um parceiro estratégico da China, de acordo com o documento, e por isso tem sabido honrar os seus compromissos económicos e financeiros.
Os dois Governos manifestaram a sua total disponibilidade para desenvolverem as relações de cooperação na vertente empresarial, através de acordos entre empresas congéneres dos dois países.

Durante a visita de três dias do Presidente da República, Angola e a China assinaram o Acordo Quadro de Cooperação, o Acordo de Cooperação Económica e Técnica e o Acordo de Cooperação Cultural. Com a visita de José Eduardo dos Santos à China, os dois países reforçaram a amizade e ampliaram a cooperação no domínio diplomático, económico e comercial.

Angola considera a China o seu maior parceiro comercial. Os dois países cooperam de forma efectiva desde Setembro de 1979.

O Presidente da República visitou pela primeira vez a China em 1988 e depois em Agosto do ano em curso, como convidado de honra na inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Pequim vai dar mais crédito para obras públicas angolanas

Pequim vai dar mais crédito para obras públicas angolanas

A China vai conceder novos créditos a Angola para construção de grandes obras públicas, entre elas o novo aeroporto internacional de Luanda, revelaram nesta sexta-feira fontes angolanas.


A “garantia” foi dada durante a visita do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que terminou hoje em Pequim. Graças ao petróleo, Angola é o maior parceiro comercial da China na África e dezenas de grandes empresas chinesas estão envolvidas na “reconstrução nacional” do país.

“Angola, como parceiro estratégico da China, tem sabido honrar os seus compromissos económicos e financeiros, tendo por essa razão obtido do governo (chinês) a garantia de que irá corresponder à solicitação feita para a concessão de novos créditos”, segundo uma nota oficial angolana citada pela agência noticiosa Angop.

O crédito, cujo montante não foi especificado, “irá permitir a execução dos principais projectos estruturantes da economia angolana”, entre os quais a construção “de vias-férreas”, “portos” e do novo aeroporto internacional “com capacidade para receber 15 milhões de passageiros por ano”, aponta o documento.

Segundo a mesma fonte, em 2007, o valor das trocas comerciais bilaterais ultrapassou USD 20 bilhões e o número de barris de petróleo importados diariamente de Angola pela China atingiu os 3,19 milhões.

Um alto funcionário chinês já tinha admitido a disposição da China de reforçar a sua linha de crédito a Angola, estimada, actualmente, em cerca de US$ 5 bilhões.

“Estamos a planejar expandir a nossa cooperação com o ministério angolano das Finanças”, disse o presidente do Eximbank, Li Ruobu, no final de um encontro com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, na quinta-feira à noite.

O Eximbank, um banco estatal criado em 1994, sob a tutela directa do governo chinês, é o principal financiador dos mais de 200 projectos de construção em que a China está envolvida na África.

A primeira linha de crédito da China para Angola, de USD 2 bilhões, foi aberta pelo Eximbank em 2004 e reforçada em 2006, durante a visita a Luanda do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Trata-se de um empréstimo destinado a apoiar as empresas chinesas que investem em Angola e cuja dívida é paga em petróleo.
Angola tornou-se, entretanto, no maior fornecedor de petróleo à China em todo o continente africano, à frente do Sudão e da Nigéria.

Santos chegou a Pequim na terça-feira com uma comitiva que incluía três ministros (Relações Exteriores, Transportes e Finanças). Trata-se de sua segunda viagem à capital chinesa desde os Jogos Olímpicos, em Agosto.

O anfitrião, o presidente Hu Jintao, apelou ao “aprofundamento da parceria sino-angolana” e defendeu a criação de “um mecanismo que oriente e coordene a cooperação económica bilateral”.

O “vigor” da parceria, disse Jintao, “exige que os dois países prestem mais atenção à cooperação na área da cultura humana”, nomeadamente nos domínios da “educação, jornalismo, magistratura e desporte”.

De acordo com o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, organismo com sede em Macau, nos primeiros nove meses deste ano o comércio sino-angolano somou USD 20,8 bilhões, um aumento de 126,2% em relação ao mesmo período de 2007.

Oposição angolana questiona investimentos chineses no país

Oposição angolana questiona investimentos chineses no país

O partido angolano União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) questionou esta quarta-feira a transparência dos investimentos chineses em Angola, frisando que a Assembleia Nacional desconhece os motivos da visita do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ao país asiático.


Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do maior partido da oposição angolana, Adalberto da Costa Júnior, afirmou que o governo angolano deve assumir a normalidade no seu funcionamento institucional e não ficar refém das decisões de apenas um órgão de soberania (Presidente da República).

“A Assembleia Nacional não sabe nada acerca desta visita e isto não é normal. Temos de encontrar outras formas de funcionar, ultrapassando o medo”, disse.
“Oficialmente, não temos conhecimento das razões estratégicas que estão na base desta visita, embora seja importante que os países se inter-relacionem, mas o povo tem que saber com que linhas se cose o seu futuro e neste momento está no escuro”, declarou o porta-voz da UNITA.

Para o maior partido da oposição, a China tem sido vista como o país que está empenhado na construção de Angola, mas a presença “elevadíssima” de cidadãos chineses no país requer um debate, uma vez que se perspectiva o seu aumento em centenas de milhares de pessoas.

O Presidente angolano iniciou na segunda-feira uma visita oficial de quatro dias à China, tendo em vista o reforço da cooperação bilateral com o gigante asiático e principal parceiro económico de Angola.

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Commentaires (3)

1. dell laptops (site web) 15/11/2012

Great article . Will definitely apply it to my website

2. Benjamim da Caridade José 19/09/2012

saudações...

3. gelson luís 08/09/2012

esse pais esta a sucumbir, por favor alguém faça alguma coisa.

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