EMBAIXADA EM LISBOA REPUDIA «INJÚRIAS» DE BOB GELDOF

EMBAIXADA EM LISBOA REPUDIA «INJÚRIAS» DE BOB GELDOF

A Embaixada de Angola em Lisboa repudiou em comunicado as declarações proferidas numa conferência na capital portuguesa pelo músico e activista Bob Geldof, segundo o qual "Angola é gerida por criminosos".

"Face às afirmações injuriosas sobre a República de Angola e seus dirigentes hoje proferidas pelo Senhor Bob Geldof, no decurso de uma conferência sobre desenvolvimento sustentável organizada pelo jornal Expresso e pelo Banco Espírito Santo, vem esta Embaixada manifestar o seu total repúdio pelo conteúdo das mesmas", adianta o comunicado divulgado ao princípio da noite em Lisboa.

Bob Geldof falava no Hotel Pestana Palace, em Lisboa, na conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, organizada pelo Banco Espírito Santo e semanário Expresso, dedicando uma intervenção de cerca de vinte minutos ao tema "Fazer a diferença".

"Angola é gerida por criminosos", acusou o organizador do Live Aid e Live 8.

"As casas mais ricas do mundo do mundo estão [a ser construídas] na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane", apontou, estabelecendo como comparação estes dois bairros caro da capital inglesa.

A Embaixada de Angola em Lisboa considera que houve "manifesta má fé das palavras proferidas", destacando "o teor infundado das mesmas" e "o desconhecimento do esforço que o Estado angolano tem vindo a fazer para melhorar as condições de vida das populações".

Elencando o "esforço" desenvolvido pelo Estado angolano, a Embaixada destaca "os direitos, liberdades e garantias, nos apoios à escolaridade, nos programas escolares de alimentação das crianças carenciadas, nas reconstruções de estradas, hospitais, estações de saneamento e tratamento de águas, entre muitas outras medidas de desenvolvimento sustentado".

Para a Embaixada, o "desconhecimento" de Geldof pode levar a que, "irresponsavelmente, alguém que devia medir bem o peso das suas afirmações coloque em causa a honorabilidade de terceiros", refere o comunicado.

A representação diplomática angolana adianta que, "para além do repúdio imediato, que foi, aliás, secundado por um dos organizadores da conferência, esta Embaixada, em representação dos visados, não deixará de tomar as medidas legais que considere apropriadas para repor a verdade dos factos".

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