CIMEIRA DEVE AJUDAR A ALTERAR MENTALIDADES, DIZ A UNITA

UE/ÁFRICA: CIMEIRA DEVE AJUDAR A ALTERAR MENTALIDADES, DIZ A UNITA 
 


A cimeira de Lisboa estabeleceu um novo cenário para o relacionamento entre África e União Europeia e a Unita, maior partido da oposição angolana, entende que devem ser encetadas também mudanças de âmbito sub-regional no continente africano.


Alcides Sakala, líder parlamentar da Unita, partido que se assume de oposição ao MPLA mas que partilha, em minoria, o poder com este, dá o exemplo da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), onde Angola e a África do Sul, dois dos mais influentes países da sub-região, "mantêm um relacionamento demasiado frio".

O dirigente da Unita defende mesmo que este é o momento para que, também em África, se avance rumo a uma mudança de mentalidades, porque ainda há "muitos líderes" que permanecem "demasiadamente influenciados pelo período das lutas pela independência" quando "urge uma nova visão para um novo milénio".

"É preciso sangue novo para os novos tempos. É preciso que gente com novas mentalidades possam gerir África para que o continente possa tirar melhor partido de um mundo globalizado", disse.

E defendeu que não se pode esquecer o contributo daqueles que fizeram as independências mas apontou como "único caminho" um "debate mais profundo em África" que só pode acontecer com a "profunda alteração na forma de reflectir e actuar".

Sakala, numa altura em que Angola se prepara para arrancar com o período pré-eleitoral, depois do presidente José Eduardo dos Santos ter anunciado 2008 como ano de eleições legislativas, dá o exemplo angolano como sendo um daqueles onde melhor se aplica a necessidade de mudança de mentalidades.

O líder parlamentar da Unita refere, em declarações à Lusa, que África não pode continuar a crescer economicamente sem que isso tenha um impacto na melhoria da vida das pessoas, como, diz, "é claramente o caso de Angola".

Sobre a Cimeira UE/África, Sakala sublinha a importância de os dirigentes de ambos os lados poderem "olhar-se olhos nos olhos sem complexos", mas aponta como fragilidade africana o facto de que no continente ainda nem todos os líderes possam fazer o mesmo, "por causa das mentalidades" que levam a uma "resistência às mudanças".

Alcides Sakala diz ainda que existem agora condições para que a Europa e África caminhem em direcção a uma parceria equilibrada e com vantagens mútuas.



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