ENDIAMA ABERTA A PROPOSTAS DE EMPRESAS INDIANAS
A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA) está receptiva a propostas para parcerias de negócios apresentadas por empresas indianas, disse hoje à Agência Lusa fonte oficial.

O porta-voz da Endiama, Sebastião Panzo, disse que a diamantífera angolana está aberta a receber propostas e que esta intenção foi transmitida pelo presidente do conselho da administração da Endiama, Arnaldo Calado, ao ministro do Comércio da Índia, Shri Jairam Ramesh, que recentemente visitou o país.

“Até ao momento não foi ainda apresentada formalmente nenhuma oferta”, disse Sebastião Panzo confrontado com a notícia divulgada hoje pelo Jornal de Negócios de Portugal de uma possível troca de diamantes angolanos por helicópteros e carros da empresa indiana “Tata”.

Segundo Sebastião Panzo, a Endiama tem conhecimento da “intenção da empresa”, mas “ainda não se chegou a acordo”.

“É prematuro dizer-se se seria a troca de diamantes por produtos”, disse o porta-voz acrescentando que, a ser objecto objecto de negociações, o acordo cabe à empresa de logística da diamantífera angolana, “Endi Trade”, e à “Tata”.

Sebastião Panzo referiu que a Índia já consome diamantes provenientes de Angola através de empresas retalhistas deste produto.

O ministro do Comércio da Índia aquando da sua visita a Angola, há cerca de duas semanas, que decorreu no âmbito do reforço das relações de cooperação entre os dois países, disse que a sua presença no país visou, sobretudo, o relançamento de negócios na área dos diamantes.

Angola detém mais de 10 por cento da produção mundial de diamantes.

“Angola está numa fase de desenvolvimento e nós queremos apoiar esse processo, fundamentalmente na área da extracção mineira”, disse o governante indiano.

A Índia recentemente realizou uma cimeira Índia-África, onde Angola participou com uma delegação que integrou os ministérios dos Petróleos, da Agricultura e da Saúde, tendo o Governo de Luanda apresentado projectos de parceria avaliados em 208,7 milhões dólares (132 milhões de euros).

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, anunciou na abertura da cimeira, a 08 de Abril, que 34 países africanos vão poder exportar os seus produtos para o mercado indiano sem pagar direitos aduaneiros.

“A Índia vai oferecer de maneira unilateral o acesso preferencial ao mercado para as exportações de, pelo menos, 50 países menos desenvolvidos, dos quais 34 se situam em África”, declarou o primeiro-ministro indiano.

Para os países africanos, o algodão, o cacau, o alumínio, o cobre, a castanha de caju, a cana-de-açúcar, o vestuário, o peixe e os diamantes industriais estão abrangidos por esta isenção tarifária.

O governante indiano anunciou também que a Índia vai este ano duplicar os empréstimos para África, revelando que entre 2003 a 2009 o país está a conceder créditos de mais de dois mil milhões de dólares (1,26 mil milhões de euros) e nos cinco anos seguintes dará uma ajuda de 500 milhões de dólares para projectos de desenvolvimento.

A Índia vai apostar no próximo leilão de blocos de exploração petrolífera em Angola, previsto para este ano, para reforçar o abastecimento de matéria-prima enrgética, revelou há duas semanas o ministro indiano do Petróleo.

No ano passado, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, recebeu um convite do seu homólogo, Abdul Kalam, para visitar a Índia, que ainda não se concretizou.

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