A MUDANÇA EM ANGOLA : MOTIVO D

A MUDANÇA EM ANGOLA : MOTIVO DE ESPERANÇA

Angola pretende realizar no único dia 5 de setembro, as eleições legislativas tão almejadas desde mais de uma década.

Numerosos são aqueles que julgam e esperam que elas sejam a oportunidade de mudar e/ou de corrigir a contradição institucionalizada entre as riquezas intrínsecas que regorgita Angola e a condição social da quase maioria dos Angolanos que vivem no território nacional.

 Com efeito, os Angolanos, que somos, vivemos hoje num ambiente hóstil, caracterizado pelo desemprego acentuado, pauperismo absoluto, pela injustiça, exclusão social notável, má governação, corrupção institucionalizada, politização do Estado, intolerância política excessiva... Em suma, uma Pátria que dá imagem de pertencer a uma oligarquia que tem controlado a economia do país em detrimento da maioria esmagadora da população.

 O escrutínio em vista não vai certamente legitimar as instituições vigentes, por pouco que receemos o advento de uma sociedadeem que os detentores do poder acreditam e querem manter-se lá indefinidamente, através de mecanismos de compra de consciências, initimidação e fraude. O exemplo do Zimbabwe, onde a continuidade da megestão não garante infelizmente o bem-estar dos cidadãos, é evidente.

 Desde então, levantam-se vozes para nos garantir que tudo ocorrerá bem depois das eleições, mas com a única condição que a nossa escolha durante o pleito eleitoral seja de modo responsável, útil e isento de corrupção ou fanatismo, pois o futuro do nosso país depende plenamente disso.

 É de crer que há quase 33 anos desde a acessão de Angola à soberania nacional e internacional que esta é administrada como um Partido-Estado pelo regime no poder, com um balanço conhecido pelas boas consciências pelo mundo fora.

No entanto, é surpreendente e absurdo constatarmos que certos filhos e filhas do país  se deixam atrair pelas sirenes dando a entender novas falsas esperanças e promessas não realizadas em trinta anos de gestão, que o nosso principal adversário político julga concretizar ao cabo dos proximos quatro anos.

 A análise, embora descuidada, que disso sobressai é que o desemprego e o pauperismo que se não pôde evitar na lógica da partilha equitativa do rendimento nacional no decorrer dos primeiros seis anos de paz, não o serão em tão pouco tempo. E mesmo se for necessário construir um milhão de alojamentos em quatro anos. Já se tal ouviu. Irrealizavel !

 Além disso, é necessário reduzir tais avanços a simples  promessas eleitoralistas, uma "guerra de trincheiras".

 Face a tal conquista do poder pelo próprio poder, uma "guerra total" declarada, a UNITA optou pela defensiva. Em carta dirigida aos quadros da nação de um lado, e na sua alocução de apresentação do programa eleitoral da UNITA, do outro lado, o presidente Isaias Samakuva, para além da série dos flagelos sociais denunciados, oferece aos Angolanos estas duas alternativas : votar pela continuidade da injustiça social e as suas consequências ou votar pela Mudança.

Tratando-se particularmente da segunda alternativa, esta é um Programa, que dá aos Angolanos a oportunidade de gozar de um bem-estar sustentado pela aplicação dos valores e virtudes democráticos que está pregando a UNITA.

 Portanto, o programa da Mudança da UNITA para o próximo mandato de 2008 a 2012, consta de um conjunto de estratégias aplicáveis a curto, médio e longo prazos.

Explica a razão de esperar pelo bem-estar dos Angolanos sob a condução de um governo de salvação nacional que congregará no seu seio quadros e tecnocratas a sair de todas as formações políticas do nosso país, sem discriminação nem exclusão.

 A UNITA, para além de estar suficientemente preparada para isso, está determinada a oferecer à nação uma nova liderança à qual aspiram os Angolanos. Portanto, pretende governar o país, priorizando a paz social que coloca o homem « Angolano », no centro de todas as suas preocupações, isto é no primeiro plano. Valoriza igualmente a consolidação de reconciliação pela inclusão social da maioria dos Angolanos e lançamento de bases sólidas para um desenvolvimento harmonioso, total e descentralizado do nosso país, Angola.

 Nisso, o programa da Mudança é uma razão de esperar, visto que este pretende conduzir a política de outra maneira em Angola, pois sendo estreito o caminho da esperança, a nova classe política terá assim o dever de actuar conforme os métodos da boa governação, que respeitem os valores de um Estado democrático de direito.

 E para se chegar a isso, os cidadãos Angolanos, todas as tendências políticas confundidas, não devem enganar-se no « alvo » no dia 5 de Setembro de 2008, data apontada para se pôr fim ao sistema do partido-Estado com a sua mairio absoluta, arbitrária, para a renovação das instituições e da classe política.

 Portanto, votemos útil, pois a mudança é uma razão de esperar.

 

 Por:Eduardo Nkossi Ngo

Delegado da Unita/RD Congo

                                                                                                               

Aucune note. Soyez le premier à attribuer une note !

Commentaires (2)

1. Fuyeto Salakiaku (site web) 25/07/2008

Nao tenho muitas opiniaos neste texto por que dizer que a situaçao em Angola depende-se com os povos Angolanos,se eles querem a mudança no nosso pais,os citadaos devem votar a mudança que quere significar votar para unita que esta' a unita instuçoes que podéra provar e salvar a democracia em Angola.

2. Fuyeto Salakiaku (site web) 25/07/2008

Nao tenho muitas opiniaos neste texto por que dizer que a situaçao em Angola depende-se com os povos Angolanos,se eles querem a mudança no nosso pais,os citadaos devem votar a mudança que quere significar votar para unita que esta' a unita instuçoes que podéra provar e salvar a democracia em Angola.

Ajouter un commentaire

Vous utilisez un logiciel de type AdBlock, qui bloque le service de captchas publicitaires utilisé sur ce site. Pour pouvoir envoyer votre message, désactivez Adblock.

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site

×