Começou a campanha eleitoral para as legislativas de Angola

Começou a campanha eleitoral para as legislativas de Angola 

Cerca de 8,3 milhões de angolanos deverão votar pela segunda vez na história do país, 16 anos após as primeiras eleições e seis depois da paz

Os 14 concorrentes às legislativas de 5 de Setembro em Angola iniciaram hoje a campanha eleitoral para as segundas eleições gerais em 33 anos de independência e 16 anos depois das primeiras, realizadas em 1992. Durante a pré-campanha, a oposição empunhou a bandeira da necessidade de alternância no poder, que o MPLA exerce desde 1975, e o partido do governo respondeu com a convicção de continuar a governar Angola em nome do desenvolvimento.


Rui Falcão, dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), garante que o seu partido fará uma campanha “tranquila” para vencer as legislativas e continuar a governar o país na “senda do desenvolvimento”.

“Esperamos que esta campanha eleitoral surta os efeitos desejáveis. Desde Abril que estamos a trabalhar e o nosso grau de preparação é bastante elevado”, aponta Rui Falcão.

Por seu lado, o secretário para a comunicação e marketing da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto da Costa Júnior, refere que o seu partido está preparado para fazer a campanha eleitoral reiterando a necessidade de haver alternância do poder em Angola.

“Temos a expectativa de haver uma campanha com a maior transparência possível, embora o partido do regime não esteja habituado a estas situações”, assinala Costa Júnior.

O dirigente do maior partido da oposição promete que a UNITA “vai realizar uma campanha com muito civismo, com cuidado no discurso e sem falsas promessas, já que nenhum outro partido, até agora, praticou actos de transparência como a UNITA”.

“Houve actos de intolerância política durante a pré-campanha e esperamos que não aconteçam mais casos do género como o que ocorreu recentemente no município do Sambizanga, arredores de Luanda, onde o administrador local proibiu a realização de actos de campanha pela UNITA, com documentos escritos”, frisa.

Já Benjamim da Silva, da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), reclama que o seu partido ainda não recebeu as verbas para a campanha eleitoral, mas não desistirá de concorrer às eleições.

“Mesmo assim, tal como em 1975, avançaremos mesmo com armas primitivas para fazer uma boa campanha eleitoral”, garante.

“Embora temamos todos os adversários políticos, estaremos prontos para participar desde que as eleições sejam livres, justas, transparentes e sem concorrência desleal”, prossegue.

As primeiras eleições gerais em Angola foram realizadas em 1992. As presidenciais foram interrompidas com o reacender da guerra civil que apenas terminou em 2002, com a morte em combate do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi.

Para as legislativas deste ano participarão 10 partidos políticos e quatro coligações que perfazem 34 partidos.

Cerca de 8,3 milhões de angolanos deverão votar pela segunda vez na história do país, 16 anos após as primeiras eleições e seis depois da paz.

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