Entrevista/

Angowatch:Entrevista da Delegação do Padepa na Província do Uíge

 Uíge - A Delegação do Padepa na Província do Uíge, disse estar perante uma fraude eleitoral anticipada preconizada e manobrada pelo partido da situação

 

Entrevista: 01/09/2008 as 10h44

A.W.: Ora bem o nosso jornal Angowatch, precisa preconizar alguns pormenores sobre o desenrolamento da campanha eleitoral lá na província do Uíge, como estão práticamente actuar?

 Manuel Caetano: Aqui estamos práticamente numa situação bastante sombria e dificíl, isto é o partido da situação não nos   permitem actuar livremente e democráticamente. Estamos actuando com enormes dificuldades, como sabem aqui a manipulação é muito forte. A manipulação estratéga, foi entrega à CNE-Comissão Nacional Eleitoral até o instante, o abastecimento dos meios de voto e delegados ainda não está feito nesta província.

E noutro lado, apenas uma maquína foi disponibilizada para a província do Uíge que conta com tantos munícipios. Além disso, todos os munícipios da província do Uíge, são registadas com uma fraude eleitoral anticipada sem dúvidas. Neste sentido, não haverá delegados das mesas de votos pela parte da oposição, porque o regime enfim não queria disponibilizar os matériais didácticos a tempo para avançarmos com o trabalho, então privou-o. Quer dizer que, nós estamos perante uma fraude eleitoral preconizada e manobrada pelo partido da situação. nós não soubemoscomo ultrapassarmos estas dificuldades por falta de meios de comunicação e logistícos para apoiar os partidos políticos nesta província. Meu irmão, a campanha ou as eleições, já não aquilo que foi preconizado pelos partidos da oposição com o partido da situação, elas se transformaram numa pesa teatral. Já não são livres, transparentes nem democráticas. Aqui o que se vê na realidade, só o MPLA que transportará os seus delegados directamente dos helicópteros para os municípios da província, porque a cidade em si, não quer apoiar os partidos políticos relativamente os meios de transportes e logistícas, nem o governo quer ajudar neste sentido. Somos impedidos a trabalhar livremente e democraticamente.

A.W.: Quando iniciou esta campanha lá na província do Uíge?

Manuel Caetano:A camapnha teve inicio apenas no dia 17 de Agosto, nos foi dado apenas 17 dias para esta campanha, isto já é uma fraude eleitoral. Enquanto a Lei eleitoral estipúla que a campanha eleitoral deve ter início 90 dias antes das eleições legislativas ou presidenciais, mas isto não aconteceu. As cidades pertinentes não oferecem meios de transportes para a deslocação dos delegados dos partidos políticos nos munícipios desta província, absolutamente nada está funcionar nesta província, tudo está ao sustento do MPLA partido da situação. Isto quer dizer que, é uma mostrosa classificada.

Enquanto eles iniciaram esta campanha desde 1992 com matériais sufisticados. Não há meios de comunicação, não há meios de transportes nem meios logistícos para os partidos da oposição no terreno. Há um grande vazio pela parte dos partidos da oposição mesmo dentro dos municípios da província. 

A.W.: Será que a UNITA também encontrou as mesmas dificuldades no terreno?

Manuel Caetano: As dificuldades pela parte dos delegados da mesa sim, a UNITA está conosco. As dificuldades são as mesmas porque estamos juntos todos delegados da oposição, apenas ela consegue avançar mais ou menos, por ter rasoavelmente as mesmas condições financeiras e logistícas que o MPLA,em relação aos outros partidos da oposição tem um pequeno avanço neste sentido.

Mas no fundo a UNITA também encontrou um grande bloqueio na CNE-Comissão Nacional Eleitoral como tantos outros parceiros da oposição. Estamos todos aqui, mas um grande vazio considerável pela parte dos partidos políticos da oposição nesta província devido das manobras e intimidações do partido da situação. Foi por esta razão que solicitei uma audiência para encontrar-me com o director municipal da Comissão Eleitoral desta província, onde fiz estas constatações mas mesmo assim as coisas continuam na mesma. Conforme sabem, o governo nunca assumiu responsabilidades nem esteve errado. E por outro lado, ontém estive com o presidente da Comissão provincial mas sem sucesso.

Tinha que reunirmos urgentemente com o governo provincial com a pessoa do António Bento Kangulo, e expomos as próprias dificuldades que travessamos aqui, mas conforme sabem, ele próprio é da oposição e as coisas não são sólidas. Desculpam-me um pouco porque vou prestar declarações a VOA (Voz da América).

A.W.: Na qualidade de Coordenador da delegação do PADEPA, o que diria neste sentido relativamente ao impasse encontrado nesta província? 

Benedito (Coordenador da delegação): Conforme acabou de frisar o companheiro Caetano, práticamente estamos diante de um processo muito complexo, já adiantamos a queixa junto dos observadores internacionais e nacionais, para tomarem nota da situação que poderá carecer o processo actual. Temos dificuldades consideráveis nesta província como noutras províncias e constatamos uma fraude eleitoral anticipada. Torna cada vez mais dificíl para a actuação dos partidos da oposição nesta província, devido da influência, intimidação e por falta de condições nesta província e práticamente a campanha torna cada vez mais uma brincadeira.   

A.W.: É verdade nós vimos as declarações da UNITA que, regista-se actos de intolerância em todas províncias do país e como está o ambiente naquela província relativamente a intolerância e a segurança dos delegados da oposição?

Benedito (Coordenador da delegação): Certamente os homens do partido da situação, não permitem que os outros partidos possam actuar firmemente e livremente no terreno e a situação torna cada vez mais difícil no ponto de vista comum. Mais pormenores a seguir neste espaço.

Fonte: AngoWatch 

 

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