MPLA APELA PARA TRANQUILIDADE E SEGURANÇA NO PERÍODO ELEITORAL

MPLA APELA PARA TRANQUILIDADE E SEGURANÇA NO PERÍODO ELEITORAL

O ministro da Defesa de Angola, Kundi Payhama, garantiu que o actual partido no poder, MPLA, quer ganhar as eleições de Setembro "respeitando a lei, a ética e a justiça".

Num discurso na província da Huila, sul, integrado numa acção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) enquanto membro do seu "bureau" político, Kundy Payhama, citado pelo Jornal de Angola, recorreu a uma metáfora futebolística para explicar a forma "como todos se devem preparar para as eleições".

O governante recomendou que "todos os partidos", do poder e da oposição, se comparem a uma equipa de futebol, em que, "para ganhar um desafio é preciso preparar-se bem, quer seja a comprar equipamento ou a treinar os seus jogadores para marcar golos".

"Ninguém pode mentir a ninguém. O que todos nós queremos é ganhar as eleições. Mesmo o MPLA, que já está no poder, quer ganhar (...) respeitando a lei, a ética e a justiça", adiantou.

"Por isso, queremos recomendar que as eleições - marcadas para 05 e 06 de Setembro - decorram correcta e civilizadamente e de uma forma que traga a segurança e bem-estar a todos os angolanos, independentemente da religião ou partido", disse ainda Payhama.
Esta posição do ministro da Defesa angolano surge numa altura em que, em várias províncias do país, têm surgido notícias de agressões entre elementos do MPLA e da UNITA (que se assume como maior partido da oposição embora partilhe o executivo de Luanda com o MPLA).

O último episódio ocorreu na província de Benguela, onde elementos da UNITA acusam partidários do MPLA de agressão motivada por questões políticas.

O MPLA desmentiu as acusações e considerou que estes casos devem ser tratados na polícia, com os queixosos a apresentaram o caso às autoridades.

Mas há igualmente relatos de ocorrências no Huambo e no Namibe.

Ainda sobre este assunto, Kundy Payhama lembrou o discurso de fim de ano do presidente José Eduardo dos Santos, que apelou para a tranquilidade e exortou a Polícia Nacional a ser o garante da paz e da segurança dos cidadãos no período eleitoral.

"O que aconselho a todo o mundo é que leiam o discurso de fim de ano do camarada presidente José Eduardo dos Santos, quando ele falou sobre a segurança do cidadão. Todo cidadão merece estar e viver em segurança, independentemente da formação política ou da tribo a que pertença", sublinhou o ministro.
O também dirigente do MPLA defendeu ainda que as eleições de 2008 serão diferentes das de 1992 (gerais), onde a não aceitação dos resultados por parte da UNITA levou ao reatamento da guerra que só terminaria em 2002, com a morte do líder histórico do "galo negro", Jonas Savimbi.

"Temos que ir às eleições sem as intimidações como aconteceu no passado. Sintam-se livres, quer militantes do MPLA, da UNITA, PRS, FNLA, quer de outros partidos, todos têm que se sentir à vontade, porque vão votar livremente. Ninguém ameaçará ninguém. E se assim acontecer, a polícia estará lá para tomar conta do assunto", avisou.

Kundy Payhama disse ainda que "nem os militantes, nem os dirigentes políticos têm o direito de intimidar outrem. Em vez da violência, é preciso fazer as coisas com verdade e justiça".


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