MPLA compra o voto tão sofrido

MPLA compra o voto tão sofrido pela fome

Por: José Samakaka

… e conta com a ajuda de ex-maninhos que rumaram de armas e bagagens para a cidade alta

A divulgação de paióis de armas visa fazer a crer que o Galo Negro tem uma estratégia subversiva. Acusar a UNITA como principal responsável e destruidor das infra-estruturas do País, iliba o MPLA-Dos Santos da sua iniquidade governativa. Gerir o medo e exaltar os ódios recalcados entre a sociedade civil, permite criar uma falsa natureza mediática e minimizar junto da opinião pública nacional e internacional os actos de intolerância praticadas, sobretudo no interior, de forma metódica e coordenada superiormente.

A campanha do MPLA-Dos Santos, vai apostar na caça ao voto dos mais desfavorecidos que constituem por si só, a maior matriz eleitoral. Esses são os verdadeiros actores do processo eleitoral. São simultaneamente os que mais sofreram os efeitos da guerra, são ainda os menos escolarizados, os mais humildes e susceptíveis a todas manipulações políticas. São os votos inocentados da fome.

Por outro lado, vão explorar as pequenas obras realizadas nestes últimos seis anos. A retórica e perguntas simplistas ao eleitorado vão dominar a campanha urbana. Se fizemos x obras em paz, quantas teríamos realizadas em 27 anos sem guerra? Quantos quadros a UNITA formou e quantos nós formamos? De onde sairam os Partidos que hoje nos combatem senão das nossas fileiras? Onde estavam estes senhores quando lutávamos contra o Savimbi?

O MPLA, vai surpreender os angolanos, e sobretudo em Portugal, quando começar a descalçar as botas da corrupção apontado como o mal que fragiliza as instituições do Estado. Eles vão apresentar dados novos, nesta matéria, e vão contar com a ajuda de ex-maninhos que rumaram de armas e bagagens para a cidade alta.

Existem políticos em Portugal que aguardam com “cio” a divulgação da eventual lista com os nomes dos amigos de Savimbi, pois ajuda-los-á a derrubar o PS do poder, o PP dos seus eleitores e alguns PSD´s com ambições eleitoralistas.

O MPLA está seguro de si mesmo. É exactamente o tipo de estratégia política eleitoral que provoca divisões, que assusta eleitores de todos os partidos e diminui o respeito pelos valores da classe política.

Manter os opositores sob pressão e em passo duplo de corrida, preocupando-os com acessórios enquanto serenamente o MPLA-Dos Santos, vão fazendo apelos à tolerância e convivência política, defendendo a liberdade de imprensa em sumptuosos almoços palaciais com os jornalistas sedentos de um favor do regime. Como em 1992, se a oposição for as eleições sem uma extratégia de bloco vão cair surpreendentemente.

E por fim, vão lançar os batuqueiros - entenda-se - os lambe-botas, para atearem as intrígas, roupas sujas, explorando as diferenças de opinião como clivagens internas, empurrando uns contra outros e naturalmente explorarem os seus dividendos.

 

A oposicao em Angola ou vão unidos com uma só voz ou terão uma campanha de nervos tal e qual - bombeiros em acção.

Enquanto isso o MPLA-Dos Santos, distribui terras, carros, dinheiros, casas, vão inaugurando pontes, escolas, hospitais, estradas, edifícios, oferecendo sementes em abundância, novos empregos, criando novas oportunidades, novos ricos, nova classe social num projecto de grande família onde os beneficiários serão, em maioria, os bem comportados.

O MPLA-Dos Santos, vai fazer uma campanha como Partido-Estado, com dinheiros do Estado, com Meios do Estado e como Estado absoluto de Angola. Estão conscientes que vão perder a hegemonia política em Luanda à favor da UNITA que cresceu muito nos centros urbanos mas fragilizou-se nos grandes aglomerados populacionais do interior. Ao contrário da tese segundo a qual, quem ganha em Luanda, ganha o País, hoje o voto da victória sairá do kimbo.

Os grandes centros urbanos e subúrbios em Luanda, Benguela, Lubango, Huambo, Bié e Cabinda, vão repartir os votos com os pequenos partidos políticos bairristas que cresceram como cogumelos por todo o País.

Teremos pois, umas eleições sem grandes debates de ideias e projectos consistentes. A troca de acusações e ausência de debates entre os candidatos, vão dominar a campamha de Setembro de 2008 em detrimento do voto da fome, da continuidade ante o sentimento nacional de MUDANÇA.

Como no caso do MPLA-Movimento Popular e MPLA-Dos Santos, a competição ferve entre a oposição, até é óbvio que se queira vencer, primeiro, e explicar o que se quer fazer depois.

Decididamente podemos afirmar sem pejo que as eleições para as legistativas de Setembro proxímo, podem ser vistas como um referendo a respeito do Presidente milionário José Eduardo dos Santos, que ainda tem pela frente a disputa presidencial e a realização do 5º Congresso Ordinário a ser disputado reenhidamente entre o MPLA-Dos Santos e o MPLA-Movimento Popular, liderado por França Vandúnem, visto como um intectual de carácter.

Se o MPLA-Dos Santos perderem a maioria que desfrutam há dezasseis anos no Parlamento, como prevêem as pesquisas, será um claro sinal de que os eleitores resolveram punir Dos Santos pelos fracassos na política interna-externa, esvaziamento ideológico do Partido e pelos escândalos domésticos de enriquecimento abrupto da sua familia e séquitos.

Existe hoje uma clara divisão entre os camaradas silenciadas apenas pelo necessidade de vitória contra o adversário comum: a UNITA.

O MPLA-Dos Santos aposta novamente na tática que levou Adolf Hitler ao poder com maioria absoluta, tendo como suporte o Movimento Nacional Espontaneo e Oganizações de Defesa Civil, no caso de Hitler para filtrar os intelectuais judeus e neste caso para filtrar os intelectuais oposicionistas.

É o MPLA na sua forma original, um partido maquiavélico com fito de poder hegemónico em África. Mas o povo angolano vai votar pela mudança no dia do despertar da Nação.

Aucune note. Soyez le premier à attribuer une note !

Ajouter un commentaire

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site