COMISSÃO DE REUNIFICAÇÃO DO PRS ENTRA EM CAMPO

COMISSÃO DE REUNIFICAÇÃO DO PRS ENTRA EM CAMPO

Militantes da primeira hora do Partido da Renovação Social(PRS) criaram uma comissão de reunificação do partido na sequência do acórdão do Tribunal Supremo que coloca esta formação política na berlinda ao lado da FNLA e do PSD em relação às próximas eleições legislativas.

José Carlos «Explosivo», Justino Saizumbo e Francisco Chala têm a missão de estabelecer a ponte entre as partes desavindas com as quais a comissão tem estado já a fazer algum trabalho positivo, segundo deu a conhecer um membro desta troika. Falando em entrevista à Voz da América, Justino Saizumbo disse que a comissão já falou com António Muachicungo que se mostrou aberto ao diálogo e desejoso de ver o partido reunificado.

«O Sr. Muachicungo foi receptivo, disse que sempre procurou formas de resolver esta situação mas nunca encontrou receptividade e a outra parte disse que ele é que nunca esteve receptivo. Então nós pensamos que estava a faltar uma mediação para catalizar o entendimento. Falamos com ele e vimos que ele não colocou questões que possam complicar o processo de reunificação da grande família PRS»

Entretanto, fontes contactadas pela Voz da América confidenciaram que do encontro com António Muachicungo transpirou a exigência deste ver realizada uma conferência nacional em Maio ou Junho o mais tardar, onde seriam debatidos os principais assuntos do partido.

Por outro lado, ainda segundo a fonte, este encontro magno deveria igualmente discutir o programa eleitoral, a lista de deputados às próximas eleições assim como a escolha de um novo presidente.

Em relação à lista de deputados, os últimos desenvolvimentos parecem indicar a existência de um certo mal estar entre os actuais parlamentares que praticamente se constituíram numa terceira ala, pelo facto de lhes ter sido garantidas a continuidade na lista dos próximos parlamentares do Partido da Renovação Social.

A comissão de reunificação do PRS agendou para esta terça-feira a realização de um encontro com os actuais deputados, embora Justino Saizumbo se recuse a aceitar que os parlamentares se constituem na terceira ala do partido.

«O deputado é um militante do partido e um deputado é como um militar que vai ali onde for indicado para cumprir uma missão. Não se vai para um partido a contar com os cargos. É verdade que também temos a incumbência de ouvir os deputados, pois não queremos ninguém fora do partido. Vamos inclusive falar com outros militantes que talvez não tiveram uma oportunidade e vamos analisar tudo isso.»

Está assim instalada uma verdadeira corrida contra o tempo para a normalização da situação interna daquela que é a terceira força mais votada do país atrás apenas do partido no poder e da UNITA.


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