«DESARMAMENTO NÃO CORRESPONDE À DINÂMICA DESEJADA»

«DESARMAMENTO NÃO CORRESPONDE À DINÂMICA DESEJADA»

A Frente para Democracia (FpD) considera que a campanha de desarmamento de cidadãos em posse ilegal de armas de fogo não está a ser conduzida com a dinâmica que se esperava. O líder da FpD, Filomeno Viera Lopes, considera ainda que a comissão criada para realizar esta tarefa devia ser mais abrangente, incluindo vários sectores da sociedade civil.

A FpD entende que depois do workshop realizado nos dias 4 e 5 de Março, o Governo, e não apenas o Ministério do Interior, devia emitir uma declaração formal sobre o assunto, assumindo o compromisso de realizar a tarefa.

Filomeno Viera Lopes diz que esta é uma questão política fundamental e não é um mero caso de Polícia.

«Também desejaríamos que tudo aquilo que tem aparecido na imprensa, de maneira mais propagandística do que de forma sistemática e balanceada sobre a entrega de armas, pudesse ser comunicado a todos os agentes políticos e sociais, de forma a podermos fazer um balanço realista se as armas estão a ser ou não recuperadas da melhor forma possível.
Devo dizer que até hoje a Frente para Democracia não recebeu as conclusões do workshop que foi realizado, conforme tinha sido prometido pelo Ministério do Interior e isto deixa-nos, naturalmente, perplexos», referiu.

O líder da FpD receia que até à realização das eleições muitas armas continuarão em posse ilegal de cidadãos, o que poderá constituir um risco para o próprio processo eleitoral.

Relativamente às empresas de segurança, Filomeno Viera Lopes disse que até ao momento não se viu qualquer medida a ser tomada. Denunciou também que em muitas províncias do país existe ainda a Defesa Civil, de maneira aberta ou camuflada, embora o Governo tenha declarado a sua extinção.

«Estas forças estão extintas do ponto de vista formal, mas é preciso que estejam extintas de facto. Por outro lado, as empresas de segurança não podem estar armadas como estão, não podem impor-se como o têm feito em termos de meios militares. Só as Forças Armadas deverão utilizar este tipo de armamento».

O processo de desarmamento de cidadãos em posse ilegal de armas de fogo deverá decorrer em três fases. A primeira fase, já iniciada, contempla a sensibilização, a segunda a entrega voluntária de armas e a terceira o desarmamento compulsivo

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