ECONOMIA E POLÍTICANA BAGAGEM DA VISITA DE SAMAKUVA A PORTUGAL

ECONOMIA E POLÍTICANA BAGAGEM DA VISITA DE SAMAKUVA A PORTUGAL

PRESIDENTE DA UNITA TERÁ, A PARTIR DA AMANHÃ, ENCONTROS AO MAIS ALTO NÍVEL COM AS AUTORIDADES LUSAS

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, inicia amanhã uma visita a Portugal, onde para além de contactos de carácter económico deverá também debater com os parceiros políticos o cenário eleitoral angolano e a convicção de que a alternância é possível em Angola, desde que as eleições de Setembro, ainda não convocadas, sejam transparentes e livres, o que não é um dado adquirido.

Aos agentes económicos portugueses, Samakuva dirá com certeza que sendo o crescimento real angolano de 12 ou 13% ao ano, o país não pode continuar, como até aqui, a ter como principal factor de impulsão o petróleo.

Em termos políticos, o presidente da UNITA garantirá que a paz é algo que é certo e que nesta matéria não é possível voltar atrás, embora admita que existem matérias conflituosas, não do ponto de vista militar mas apenas nas questões sociais, sobretudo porque 60 a 70% dos angolanos sobrevivem com menos de 1 dólar por dia.

Quanto às eleições, certamente que Samakuva alertará as autoridades portuguesas para o facto de legalmente ainda não estarem marcadas pois, como se sabe, o presidente da República e líder do MPLA apenas apontou duas datas, 5 e 6 de Setembro. Para além de a lei dizer que as eleições devem ter lugar num só dia, elas não foram convocadas.

Temos paz desde 2002. É altura de caminharmos para a legitimidade das instituições. O país exige que se realizem eleições, o mais depressa possível...

Do mesmo modo, Samakuva abordará a questão das eleições presidenciais, também elas apontadas para 2009. É que, do ponto de vista da UNITA, não é aceitável que um presidente não eleito dê posse e trabalhe com um governo eleito.
Tudo porque, de acordo com a prática angolana, o presidente da República dirige o Conselho de Ministros. Se a UNITA vencer, não é crível que trabalhe com um presidente do MPLA e ainda por cima não legitimado por eleições.

Samakuva deverá igualmente pedir a ajuda de Portugal para que seja garantido um processo eleitoral estável, transparente e credível, sobretudo tendo bem presente o que aconteceu recentemente quer no Quénia quer no Zimbabué.


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