GOVERNO PUBLICA DECLARAÇÃO PARA APELAR AO RESPEITO PELOS SÍMBOLOS

GOVERNO PUBLICA DECLARAÇÃO PARA APELAR AO RESPEITO PELOS SÍMBOLOS
O Governo angolano publicou hoje no Jornal de Angola (JA, estatal) um "veemente apelo" a "todos os cidadãos" para respeitarem os órgãos de soberania e os símbolos nacionais.

Numa "Declaração do Governo de Angola" datada de 06 de Fevereiro, mas apenas hoje tornada pública em página inteira do JA, o executivo de Luanda sublinha que os símbolos nacionais e os órgãos de soberania "não podem nem devem ser objecto de vilipêndio e desrespeito" por "consubstanciarem a própria Nação".

A declaração não aponta quaisquer casos ou exemplos de desrespeito, mas a sua publicação surge num momento em que um dos símbolos maiores de Angola e primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, está no centro de uma polémica que envolve o escritor angolano José Eduardo Agualusa, que o considerou um poeta "medíocre".

No entanto, a polémica que envolve Agualusa é posterior à data do texto assinado pelo Governo da República.

No texto, o Governo de Angola - chefiado pelo chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, que preside ao Conselho de Ministros - refere a importância de projectar uma boa imagem do país em dois grandes eventos em 2010: o 35º Aniversário da Independência e o Campeonato Africano das Nações (CAN).

Admite ainda que "a situação do país ainda não é a melhor", justificando que isso se deve ao prolongado conflito, aos constrangimentos enfrentados e aos fenómenos sociais "adversos", que permitiram "alguma desorganização e indisciplina".

Mas enfatiza que "urge reverter tal situação" através de uma "mudança radical de atitude de comportamento".

"Temos de respeitar as normas mínimas de convivência social, os espaços e os bens públicos e privados, o direito de cada um se expressar com liberdade e responsabilidade e promover o civismo como forma de vida", sublinha o executivo.

Na página do JA dedicada à Declaração do Governo de Angola surgem três fotografias: à esquerda, na área inferior do espaço, a fachada da Presidência da República, à direita o Símbolo da República e ao centro a fotografia de José Eduardo dos Santos.

No texto é ainda lembrado que "a autoridade do Estado e das suas instituições, exercida nos termos da Lei, não deve ser contestada nem posta em causa, mas é importante que os seus agentes e representantes dêem o exemplo e se comportem como modelos dignos de ser seguidos por todos os cidadãos".

"Vamos todos, nestes próximos dois anos, provar a nós próprios e ao mundo que não são casuais os nossos êxitos e as nossas vitórias e que, unidos e conscientes, podemos inserir-nos neste mundo com uma identidade própria e a disposição de competir, em pé de igualdade e a todos os níveis, com qualquer outro país neste mundo cada vez mais globalizado", refere.

O texto faz ainda menção à necessidade de integrar socialmente os mais desfavorecidos e de acelerar a organização social nas cidades e no universo rural, bem como "assumir a paz e a reconciliação nacional e o diálogo social permanente".

No documento não é feita qualquer referência às eleições legislativas que José Eduardo dos Santos anunciou no discurso de final do ano para 05 e 06 de Setembro, apesar de ainda não estar formalizada a data.

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