A INVASÃO SILENCIOSA DOS CHINESES IRRITA ANGOLANOS

A INVASÃO SILENCIOSA DOS CHINESES IRRITA ANGOLANOS

A China está a investir gigantescos recursos financeiros em Angola em áreas-chave da economia do país. Mas a chamada invasão silenciosa da mão-de-obra chinesa parece estar a causar controvérsia, sobretudo depois de acusações de que Pequim estará a utilizar reclusos na construção civil, os quais trabalham em condições sub-humanas, a roçar mesmo a escravatura.  (Carlos Menezes)


Fontes oficiais angolanas contactadas pelo nosso jornal recusaram desmentir ou confirmar aquelas alegações mas, quer a nível da construção civil quer no comércio, são muitas as queixas dos angolanos.

No âmbito dos acordos com Angola, que já atingiram mais de quatro mil milhões de dólares, a China está a comprar gás e petróleo (é o segundo maior cliente depois dos Estados Unidos), a reabilitar infra-estruturas e vias de comunicação, e a financiar créditos para a construção de instalações militares.

“Cada dia que passa a população chinesa aumenta, calcula-se que vivem no país mais de 150 mil”, adiantou um quadro angolano que solicitou o anonimato. A trabalhar maioritariamente no comércio e na construção civil em Luanda, “alguns chineses já estão a fixar-se nos campos, a constituir famílias entre si e com os nacionais”, acrescentou, afirmando: “Os chineses estão a comprar lojas nos musseques, têm imensos produtos que vendem a preços muito baixos. Não conseguimos concorrer com eles. Na construção civil trabalham sem condições, são presos. Trabalham 24 sobre 24 horas, em turnos de seis horas. Dormem dentro de contentores. São revezados em quatro turnos a cada seis horas.”

Refira-se que o CM não conseguiu confirmar, junto de fontes oficiais, estas informações. Aliás, outras fontes em Luanda garantem que “se existissem presos a trabalhar em regime de escravatura já teriam sido denunciados pela opinião pública”.

SOLTAS

EMPRÉSTIMO

A China já concedeu a Angola um empréstimo de 4,4 mil milhões de dólares (três mil milhões de euros) para a construção de infra-estruturas, a ser pago em petróleo. Os chineses estão envolvidos em todas as áreas de negócio.

COMÉRCIO

Entre Janeiro e Outubro de 2007, o comércio entre Angola e a China ultrapassou os 10,3 mil milhões de dólares (sete mil milhões de dólares), mais 3,5 por cento que no mesmo período de 2006. Os negócios vão aumentar.

PETRÓLEO

Angola já ultrapassou a África do Sul como o maior parceiro comercial da China. A seguir à Arábia Saudita, Angola é o segundo maior fornecedor de petróleo à China. Em 2006, exportou 23,45 milhões de toneladas de crude.

Carlos Menezes

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