Mortalidade materna elevada em Angola

Mortalidade materna elevada em Angola
 
Angola e a Guiné-Bissau encontram-se entre os dez países com maior risco de mortalidade materna, alerta um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

O documento, divulgado quinta-feira em Joanesburgo, indica que as mulheres nos países menos desenvolvidos têm 300 vezes mais probabilidades de morrer no parto ou devido a complicações associadas à gravidez do que nos países ricos.

Angola, Guiné-Bissau, Afeganistão, Níger, Serra Leoa, Chade, Libéria, Somália, República Democrática do Congo e o Mali são os dez países com maior risco de morte materna, de acordo com os dados da Unicef que, no caso de Angola remontam a 2005.

Para uma mulher no mundo em desenvolvimento, o risco de morte associado à maternidade é de um em 76 casos, enquanto que para as mulheres dos países ricos é de um em oito mil.

Metas

Este desfasamento já tinha levado as Nações Unidas a incluir a melhoria da saúde materna nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Até 2015, os países africanos e do Sul da Ásia, onde a taxa de mortalidade materna é mais acutilantemente elevada, deverão obter uma redução de 75% das mortes durante a gravidez e o parto.

 Parte do problema reside essencialmente no facto de uma grande parte destas mulheres continuar a dar à luz fora das estruturas sanitárias.
 
Robert de Bernardi responsável de Saúde e Nutrição da UNICEF em Moçambique

A edição de 2009 da publicação da Unicef, intitulada "A Situação Mundial da Infância", destaca a relação estreita entre a sobrevivência materna e neonatal e recomenda medidas para colmatar o fosso que separa os países ricos dos pobres.

Em entrevista à BBC para África, Robert de Bernardi responsável de Saúde e Nutrição da UNICEF em Moçambique, sublinhou que “o problema reside essencialmente no facto de que uma grande parte destas mulheres continua a dar à luz fora das estruturas sanitárias”.

Robert de Bernardi acrescentou que “parte das razões para este descalabro são estruturais, de dificuldade de acesso aos serviços de Saúde bem como razões culturais e tradicionais.”

Para aquele responsável “as intervenções das autoridades deveriam ter em conta todos estes factores para o planeamento de acções sanitárias e de sensibilização com mais eficácia.”

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