Verdades de Guterres sobre África e Europa

Verdades de Guterres sobre África e Europa

Comunidade internacional foi incapaz de transformar “estados frágeis em democracias consolidadas, com processo de desenvolvimento sustentado”, diz o senhor ACNUR

O Conselho Informal do Desenvolvimento – um conselho, mais um, de um grupo dos 27, também conhecido por União Europeia, onde todos são iguais mas onde há uns mais iguais do que outros – está reunido na Madeira – uma região algures no meio do Atlântico e perto de África, mas que se diz europeia. Também diz que quer ser independente mas sem alterar bandeira e hino porque senão ficava sem "kumbu" e os sobas locais perderiam certas prorrogativas – para debater uma matéria tão interessante quanto incompreendida e incompreensível face aos últimos desenvolvimentos relativos à Cimeira UE-África.
Por Eugénio Costa Almeida

Um dos “mais iguais do que outros”, e usando da sua prorrogativa de velho aliado do país organizador, quer que este se submeta à sua vontade e não convide um velho soba de um antigo território português do velhinho “mapa-cor-de-rosa” que os ingleses, simpática e delicadamente, retiraram após um Ultimatum, não fosse também ele, como o da Guiné-Equatorial pedir a sua inclusão na lívida CPLP.

Entre os convidados está o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres.

Pois o senhor ACNUR, esquecendo-se da sua condição de convidado, lembrou-se de dizer duas verdades indesmentíveis e outras que acertaram no alvo, mas beijando a “mouche”:

- A Comunidade internacional foi incapaz de transformar “estados frágeis em democracias consolidadas, com processo de desenvolvimento sustentado”;

- A Comunidade não tem sabido minorar o problema dos refugiados por não saber, por vezes, distinguir um atenuar dos seus problemas em vez de os ajudar a resolver.

E para Guterres, “a solução tem sempre que ser uma solução política e essa solução política, infelizmente, nem sempre tem aparecido da melhor maneira e a tempo no mundo de hoje. Nós sentimos a enorme pressão que sofremos de vários conflitos que se continuam a desenvolver”.

Dois tiros directos e certeiros. Talvez os únicos.

Já os outros, apesar de bem dirigidos limitam-se a ficar pelas intenções. Por exemplo:

- O antigo primeiro-ministro português considera muito importante que a “Europa desempenhe um papel muito decisivo, fazendo com que haja mais generosidade do mundo desenvolvido em relação ao mundo em desenvolvimento e que os fundos postos à disposição dos países mais pobres possam ser mais bem aplicados na repercussão mais directa da vida das pessoas”.

Pois, mas a que preço? Impedindo, por mais razões humanitárias que hajam, a presença de párias e autocratas só para dizer que estão a contribuir para que os tais novos hilotas – mas só os que lhe convém, porque parece que não estes novos escravos enchem os cofres dos principais bancos europeus – não continuem a delapidar os bens e fundos públicos em viagens no estrangeiros com estadias em hotéis de luxo enquanto o povo sofre e pena em bichas e com inflações gigantescas?

Não nos parece que seja esse o interesse dos que pouco ou nada têm.

- Ou que a Europa é, segundo o senhor ACNUR, sem a mais pequena dúvida, a entidade “com mais generosa atitude em matéria de desenvolvimento e com maior esforço, no sentido de dar a este desenvolvimento um carácter autêntico” para evitar a “extrema pobreza, a degradação do ambiente e as alterações climáticas” que estão a ter um papel crescente junto das muitas comunidades e por esse facto criam mais refugiados que se juntam aos já habituais refugiados políticos e, ou, dos genocídios – palavra que um certo Comissário não gosta que se escreva na Internet e gostaria de a ver proibida – que proliferam por certas regiões do Mundo.
Não duvidamos da boa intenção do senhor ACNUR e da vontade que as coisas melhorem; todavia, constata-se que não poucas vezes a Europa está envolta numa cada vez maior fortaleza a tal ponto que um líder europeu a deseja que a futura recepção de imigrantes esteja condicionada a testes de ADN. Soberbo!

De facto, a Europa ajuda os refugiados e todos os que penem por melhores dias. De facto! mas desde que fiquem no limite das suas portas…

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