A LIBERDADE, UM FACTOR FUNDAMENTAL DA DEMOCRACIA.

A LIBERDADE, UM FACTOR FUNDAMENTAL DA DEMOCRACIA.

Por:Eduardo Scotty.

Como alargar concretamente as nossas liberdades, ou pelo menos, como evitar a reduçâo das mesmas, tendo em conta o deficit da tolerência politica e os constrangimentos aos quais devemos, se nâo houvesse mudança, fazer face?

A um ano das eleiçôes, previstas para Setembro ou Outobro de 2008, o debate público amplifica-se em Angola. Mais precisamente, aumenta o tom e focaliza-se, estes ultimos tempos, sobre a intolerência politica no pais. Apenas, este debate aparece muito complicado para a opiniâo pública. E por isso, ao meu humilde parecer, acho que é preciso estabelecer uma diferença entre o debate politico, teatro de lutas pelo poder, e o debate colectivo, que é uma abordagem global das questôes que preocupam todos os Angolanos, pela ocasiâo de uma consulta nacional decisiva, neste caso as eleiçôes legislativas de 2008. Aquilo permite medir o alcance das preocupaçôes dos Angolanos, a impotancia que atribui a este encontro eleitoral e o dever que aquilo impôe: contribuir na delimitaçâo dos verdadeiros problemas, saindo das vias batidas pela politica tradicional.

Esta reflexâo é o fundamento desta análise : abordagem dos problemas reais do pais, de hoje e de amanha. Contudo, considerando a liberdade como um factor fundamental num processo democrático, eu pergunto : Como alargar concretamente as nossas liberdades, ou pelo menos, como evitar a reduçâo das mesmas, tendo em conta o deficit da tolerência politica e os constrangimentos aos quais devemos, se nâo houvesse mudança, fazer face?
Como libertar o futuro, o nosso futuro, das ameaças politicas, e todas aquelas, perniciosas ainda, da tentaçâo dogmatica e do conformismo intelectual?

Com a independencia, acedemos à liberdade. Um valor ao qual o nosso povo é muito ligado. Mas, como tirar melhor partido, melhor benefício, para cada um de nós, desta constataçâo fundamental?
Sou convencido, e alguns entre vocês tambem, que o domínio do nosso futuro depende sobretudo da nossa capacidade de imaginar e da confiança que saberemos colocar nas faculdades de criaçâo e nas iniciativas de cada um de nós. Apenas, nâo é certo que o cidadâo angolano possa aproveitar da situaçâo se a liberdade nâo for compreendida da mesma maneira por todos. Assim, deixaremos desenvolver-se uma tendência nacional à ignorar, em diversos discursos, a politica e as suas realidades, a LIBERDADE e as suas exigências.

De acordo com os meios de comunicaçâo social locais, e as vivas reacçôes no Internet demonstra-o, a politica está no centro do debate público em Angola. Emprego, insegurança, gestâo, planificaçâo, corrupçâo, má governaçâo...sâo as palavras, e mais outras que prefiro nâo citar, que fazem doravante parte da linguagem politica. E através dessas palavras pôem-se as perguntas essenciais às quais os Angolanos deverâo responder : o sistema de liberdade em vigor no pais é capaz assegurar uma harmonia nacional? Quais sâo os seus limites? O sistema pode garantir ume equidade no pais? E possivel democratizar o pais sem liberdades? Acho que nâo, mais deixo a cada um a liberdade de construir a sua propria opiniâo.

Nos ultimos anos, assistimos à uma curvatura das posiçôes do poder no que diz respeito à certas corporaçôes, nomeadamente a dos jornalistas da imprensa privada. Uma farsada
" liberdade da imprensa" foi-lhes atribuida. Mas, pode-se afirmar hoje que essa farsada é uma verdadeira abertura para uma sociedade sem restriçôes? Nâo, porque aquela liberdade é uma liberdade feita nos moldes do Mpla-Pt. Ela é imprimida, como a democracia popular, de uma marca ideologica que esvazia-a de toda sua substância.

A luta pelas liberdades tornou-se no mundo num combate de todos democratas. E nesta perspectiva que inscreve-se o PDP-ANA. Partido social liberal, garantidor das liberdades individuais, o Pdp-ana considera a liberdade, sob todas as suas formas, como uma aquisiçâo essencial na construçâo da nossa sociedade. Uma aquisiçâo, para cada Angolano, do direito a governar-se, e a governar, quebrando os antigos monopólios da autoridade. Uma aquisiçâo que participa à destruçâo do racismo politico e social em nome do qual, uns, os nobres e ricos, sâo tudo, e os OUTROS, sâo nada.

Em muitos paises democráticos, a liberdade tornou-se plural. Liberdade de opiniâo, de empreender, de pensar, de crer ou de nâo crer, de reunir-se e de associar-se....liberdades urbanas. Deixo-vos escolher aquelas que vigoram em Angola.
O PDP-ANA nâo deseja que a sua dialéctica seja exaustiva e directiva; apenas suggestiva. Ela deve fazer parte do debate para servir ao aprofundamento da apreciaçâo de cada um. Em toda liberdade.

 


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