CHEVRON AJUDA BUSH E DOS SANTOS

CHEVRON AJUDOU À ADESÃO A PROGRAMA DA ADMINISTRAÇÃO BUSH


Após a subsecretária de Estado norte-americana, Jendayi Frazer, ter partido de território angolano deixando referências bastante positivas referentes ao desenvolvimento e respeito pelas autoridades, o Governo de Angola irá juntar-se ao programa Millenium Challenge Account (MCA).

Por Arménio Carvalho dos Santos
Seguindo os passos de Moçambique e Cabo Verde, que já haviam integrado o plano de financiamento disponibilizado pela administração de George W. Bush, Angola assinou um acordo em que terá de respeitar uma série de itens de boa governação, recebendo contrapartidas financeiras.

Reconhecendo o carácter eminentemente político da cooperação, o Governo presidido por José Eduardo dos Santos irá ver reforçada, assim, a ligação aos EUA e passará uma mensagem de esforço diplomático e estratégico, relativamente ao comércio internacional.

Tendo por base três critérios fundamentais, a saber, governação justa, investimento nas pessoas e promoção da liberdade económica, o acordo visa beneficiar financeira e politicamente Angola. Contudo, os EUA ao alargarem o leque de países aderentes ao programa (ao qual já pertenciam Cabo Verde, Moçambique, Benin, Gana, Lesoto, Madagáscar, Mali e Senegal) estão a aumentar as possibilidades de controlarem os recursos naturais dos mesmos.

eduardo Ao que tudo indica, o mercado petrolífero terá sido um factor determinante neste processo. Sabendo que Angola não cumpre todos os requisitos para integrar o programa, segundo Malik Chaka, chefe do Departamento Africano da administração Bush, o que é certo é que essa questão foi ultrapassada e o país irá mesmo receber parte dos cinco mil milhões de dólares, viabilizados pelo MCA.

Alheio ao caso não será, certamente, o facto da empresa petrolífera Chevron ter organizado um jantar e uma série de conferências em que foi referida a oportunidade de muitos norte-americanos investirem num país, onde é possível "contribuir para a construção política".

Para além disso, é crível que, depois dos festejos da embaixada angolana nos EUA, aquando do Dia de África e da visita de Jendayi Frazer (a locais que receberam ajuda proveniente de outro programa norte-americano) que elogiou a maturidade social, ganha em apenas cinco anos, esteja a haver um estímulo na ligação entre os dois países, com o intuito de equilibrar o crescente investimento da China no continente africano.

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