ELEIÇÕES DEVEM QUEBRAR O CICLO DE DISTORÇÕES DE 1992

ELEIÇÕES DEVEM QUEBRAR O CICLO DE DISTORÇÕES DE 1992
   
 
Luanda - As eleições em Angola só serão um factor de desenvolvimento se conseguirem quebrar o ciclo de desconfiança, suspeição e abstenção que se adivinha, fruto das distorções das eleições de 1992.

Este ponto de vista foi hoje defendido, em Luanda, por Augusto Santana responsável do Instituto da África Austral para as Eleições.
Augusto Santana que dissertava sobre as eleições como factor de desenvolvimento, sustentou que apesar das modificações efectuadas na legislação do país e no ambiente que hoje se vive, há ainda fantasmas no ar que podem ensombrar o processo eleitoral. As declarações do responsável cívico foram proferidas durante a Conferência Nacional sobre Eleições que decorre, em Luanda, numa organização da Centro Nacional de Aconselhamento (NCC).

«As eleições cumprirão o papel de catalisador do desenvolvimento se promoverem estabilidade, a unidade e proporcionarem uma plataforma constitucional, legal e social na qual se possa congregar toda a sapiência e esforço dos nacionais rumo ao bem estar.

As eleições deverão servir, por um lado, de rampa para ultrapassar as diferenças que separam os angolanos de várias ideologias, querelas e rancores antigos e recentes, e por outro lado devem servir de um momento de reflexão para os políticos, para os cidadãos eleitores, já que por um lado considero que as eleições deverão ser o renascer das esperanças envelhecidas consubstanciadas na injecção de novas perspectivas de realização material dos pressupostos constitucionais em vigência»

Para Augusto Santana, as promessas eleitorais deverão ser projectos exequíveis, mensuráveis cujo executor sejam angolanos de todas as latitudes.

«Os políticos deverão perceber que as eleições para os angolanos são processos novos, na maior parte dos casos mal explicados e desenquadrados do seu dia a dia e, por conseguinte, disputas a ela associados acabam tomando características tribais, regionais, religiosas, etc. que ficam depois vistas como parte integrante das eleições».

Para o responsável do EISA, as eleições só podem contribuir para o desenvolvimento apenas quando cumprirem a função de transição ordeira do poder e de dar oportunidades a todos de poderem dar a sua ideia e serem votados por todos, num ambiente legal, constitucional e económico que permita criar a estabilidade.

A Conferência sobre as Eleições termina esta sexta-feira com a apresentação de vários temas para debate entre os quais a situação da intolerância política no país.

Fonte: VOA

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