Eleições regulares é o garante de tolerância política

Eleições regulares é o garante de tolerância política

Luanda - O padre Jacinto Pio Wacussanga, da Arquidiocese do Lubango, defendeu em Luanda que só a realização regular de eleições é capaz de assegurar a tolerância política e obrigar os que governam a gerirem os bens públicos com transparência.

Em declarações à Voz da América, o sacerdote sustentou que transparência e tolerância são valores que devem ser vistos como fazendo parte integrante da construção social e não como um factor de desestabilização dos poderes instituídos.

«Sem dúvidas porque com a realização regular de eleições as pessoas vão adquirindo uma consciência de contrato social e então se apercebem que se há contrato social, aqueles que representam a implementação desse contrato têm de ser transparentes em relação aos mandantes, ao povo em geral. Nesta altura, tudo isso vai correr para que valores como transparência e a tolerância sejam vistos como partes integrantes da construção social e não elementos ameaçadoras da posição do poder de A ou de B. Isto vai mudar a face de Angola e esta é a minha fé.»

O padre Pio Wacussanga entende que é preciso mudar a mentalidade dos detentores do poder a todos os níveis, bem como de outros actores sociais para que a tolerância política e a transparência sejam entendidos como uma conquista da democracia.

O prelado católico disse também que o analfabetismo continua a constituir um factor que impede o desenvolvimento humano uma vez não permite que as pessoas possam exercer também a sua cidadania.

«Com estes níveis altos de analfabetismo naturalmente as pessoas não perguntam aos líderes e infelizmente esperam que os líderes façam por eles aquilo que precisam. E então é preciso criarem-se mecanismo alternativos. Expandir a comunicação social tornando-a uma ferramenta para a informação e para a interacção social.

O padre Wacussanga dissertou esta manhã sobre a «Transparência e tolerância política» durante o seminário dedicado à «Boa governação e a democracia participativa» que decorreu em Luanda sob a égide do Centro Nacional de Aconselhamento.

Fonte: VOA

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