Foi agredido o jornalista Sousa Jamba em Kinshasa

 

Luanda - O Jornalista Sousa Jamba, também colunista do Semanario Angolense, viveu no passado 4 de Julho, na cidade de Kinshasa, República Democrática do Congo, um dos piores dias da sua vida.

De passagem por aquele país, numa viagem que o traria à Angola, Sousa Jamba foi naquele dia visitar a nossa representação diplomática. Pouco depois de sair da embaixada, e em passeio pela cidade, foi interpelado por dois homens que se faziam transportar num carro cinzento e que se apresentaram como polícias. Por solicitação dos homens, o jornalista apresentou os seus documentos em que se incluía o passaporte angolano.

Continuando a responder às interpelações dos alegados agentes da polícia, o jornalista informou que estava hospedado no Hotel Fontana, ao que os seus interlocutores, revestidos de autoridade policial, disseram ser necessário confirmar. Convidaram-no então a entrar no carro para se dirigirem ao Hotel Fontana. Quando o jornalista entrou surgiram do nada outros dois homens que irromperam carro a dentro, encuralando-o no banco de trás.

Naquele momento começaram a chover insultos e os alegados agentes policiais tornaram-se agressivos. «Vais pagar pelo tratamento que os congolenses recebem em Angola», vociferavam. Entre insultos e socos nas costelas, os homens exibiram uma pistola e um par de algemas. A cena desenrolava-se enquanto o automovel circulava pela cidade. Numa zona residencial, entretanto, os supostos polícias tiveram de parar o carro quando um camião lhes bloqueava a passagem, momento aproveitado pelo jornalista para, com muita luta e gritos à mistura, conseguir sair do automóvel. Já na rua, Sousa Jamba apercebeu-se da falta dos seus documentos e do seu telefone. Ainda perseguido, o jornalista conseguiu chegar à embaixada canadiana, tendo-lhe sido negado o acesso, apesar de ter gritado o seu nome, ter dito que estava a ser alvo de uma agressão e de se ter anunciado como jornalista angolano.

Numa residência ao lado, Sousa Jamba foi, no entanto, acolhido, para se aperceber depois, que apesar da nega os canadianos teriam comunicado o ocorrido à embaixada de Angola que de imediato se pôs em Campo. Sousa Jamba foi escoltado até ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Congo por efectivos das forças armadas que o conduziram depois à embaixada angolana, tendo sido atendido pelo senhor Paulo Manuel Camutenha, Segundo Secretário. O próprio jornalista reconhece ter recebido da nossa embaixada um tratamento exemplar. A embaixada ajudou-o a trocar de hotel e do seu regresso aos Estados Unidos da América onde reside. Emanuel Petezi, adido cultural, é igualmente citado pelo jornalista como alguém muito prestável. Como resultado da perda dos seus documentos, e do regresso forçado aos Estados Unidos da América, Jamba fica impossibilitado de participar no congresso da Unita, partido em que milita. Samakuva fica assim sem poder contar com o apoio do escritor e jornalista no terreno. A passagem de Sousa Jamba pelo Congo Democrático na sua viagem à Angola deveu-se ao facto de esta ser uma rota mais económica, além de motivos profissionais.

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