GOVERNANTES DO MPLA :sem habilitações literárias

GOVERNANTES DO MPLA :sem habilitações literárias

Militante da «cabunga»

Huila - A indicação de Lúcia Francisco para administradora municipal da Chicomba, sob proposta do MPLA, na Huíla, gerou alguma celeuma nalguns círculos da sociedade na região.

O cerne da questão reside no facto da nova administradora municipal de Chicomba, empossada esta semana pelo governador da província com mais quatro outros confrades, ter apenas como habilitações literárias o ensino básico, situação que levanta dúvidas sobre os critérios que o partido dos camaradas adopta para indicar os seus quadros a desempenhar papel de relevo no aparelho governativo.
A Voz da América sabe que Lúcia Francisco, para chegar a ser proposta pelo partido no poder ao cargo que agora ocupa, bateu na concorrência dois candidatos no processo de renovação de mandatos das estruturas intermédias, onde deixou para trás, segundo foi possível apurar, fortes opositores até mesmo com formação superior.

Sabe-se que a antiga militância de Lúcia Francisco no partido, terá pesado na sua escolha, já que fez-se militante desde a sua adolescência, facto que está a ser interpretado como a colocação dos interesses do partido acima dos interesses superiores do país.

Para muitos, independentemente de Lúcia Francisco ser uma filha da terra, devia ter-se visto à partida a sua candidatura chumbada por esta condicionante, formação.

Marcolino Tavares, membro da sociedade civil local, disse estranhar esta indicação por entender que dentro do próprio partido dos camaradas existem quadros à altura para desempenhar cargos do género.

Para ele, numa altura em que o país está voltado para a reconstrução nacional, devia apostar-se em quadros cujo perfil se coadune com as exigências do momento.

«Aquelas pessoas mais capazes tecnicamente, mais capazes intelectualmente, mais formadas é que deviam ir para esses municípios que praticamente foram palco de grandes confrontos que praticamente quase tudo foi dilacerado. Nós precisamos de pessoas efectivamente com mais arcaboiço nesses municípios. Se olharmos agora para o nosso mosaico, nós não temos grandes problemas de técnicos, de pessoas intelectualmente bem formadas. Temos por exemplo ao nível da administração do Lubango o Dr. Vigílio Tyova que é mestrando em direito, temos ao nível da administração da Chibia para onde foi uma senhora que é licenciada, portanto, quer dizer o partido no poder precisa começar também a apostar na tecnocracia e não só nos militantes ferrenhos».

Para além de Lúcia Francisco nomeada para o município de Chicomba foram ainda empossados quatro outros administradores municipais nomeadamente de Chipindo, Chibia e Quipungo todos sob proposta do MPLA.

Ramos da Cruz admitiu a existência de problemas que vão enfermando a administração pública em prejuízo das populações onde destacou o excesso de burocracia, como um mal a atacar.

«O nosso sector da função pública continua muito burocratizado e sentimos também que há pouca vontade muitas vezes dos funcionários de facilitar a palavra não é um lema que ainda existe na nossa província e que nós queremos eliminá-lo».

O governador provincial disse no acto de empossamento que as baterias da governação estarão mais viradas para as comunas com vista a desenvolver estas localidades, depois da atenção prestada às sedes municipais.

*TA
Fonte: VOA

Aucune note. Soyez le premier à attribuer une note !

Ajouter un commentaire

Vous utilisez un logiciel de type AdBlock, qui bloque le service de captchas publicitaires utilisé sur ce site. Pour pouvoir envoyer votre message, désactivez Adblock.

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site

×