INFORMAÇÃO NÃO CHEGA AOS PONTOS RECÔNDITOS DO PAÍS

INFORMAÇÃO NÃO CHEGA AOS PONTOS RECÔNDITOS DO PAÍS

 

O jurista João Pinto considera que o governo deve ser mais ousado em garantir a pluralidade de informação aos pontos mais recônditos do país, particularmente nesta fase em que o país se prepara para a realização das eleições legislativas. 


Em declarações à Voz da América, João Pinto reconhece que as autoridades angolanas tem envidado «grandes esforços» neste sentido, mas fez notar que a informação não chega em tempo oportuno às regiões mais longíquas do país.

Em sua opinião, esta debilidade deve-se fundamentalmente a situação de guerra que o país viveu durante vários anos.

«Quanto à informação aos cidadãos, os seus direitos e deveres fundamentais, também é um passo que Angola tem que aprofundar, pois o país está a viver um momento de transição em consequência do conflito armado que durante muitos anos viveu. Não é um país que teve sempre um regime estável. Então é preciso haver o equilíbrio, a proporcionalidade por razões de segurança nacional, mas também sem paternalismos. É preciso olharmos para o ordenamento jurídico angolano como contendo todos os princípios que devem garantir o pluralismo de expressão».

 

João Pinto considera que a pluralidade de informação deve ser extensiva a todos os pontos do país e não apenas nas grandes cidades, como se verifica actualmente, acrescentando que o direito à informação é também um factor de desenvolvimento.

«Temos um única rádio que actua em onda média e curta, mas acho que esta situação deve ser vista no sentido de prudência, porque o país viveu em conflito, durante muito tempo o território encontrou debilidades, mas aquilo que são as tecnologias de informação a televisão, os telemóveis funcionam, hoje já não se tem como conter isto. Agora é preciso que esta pluralidade de informação, da imprensa, da rádio se estenda à nível de todo o território».

Em Angola existe uma única televisão. As várias estações de rádio em estão concentradas maioritariamente em Luanda, onde emitem em FM. Os jornais, certamente por dificuldades de transporte, quase que não chegam ao interior do país e os cidadãos contentam-se apenas com a informação que lhes é fornecida pela Rádio Nacional de Angola e pela Televisão Pública de Angola

Aucune note. Soyez le premier à attribuer une note !

Ajouter un commentaire

Vous utilisez un logiciel de type AdBlock, qui bloque le service de captchas publicitaires utilisé sur ce site. Pour pouvoir envoyer votre message, désactivez Adblock.

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site

×