JOAQUIM MORAIS ESCREVE

JOAQUIM MORAIS ESCREVE
«Jonas Savimbi – Uma Angola para todos os angolanos, Um símbolo Uma bandeira Uma pátria», é o título do livro de Joaquim Morais que será apresentado em Braga (Portugal) no próximo dia 9 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.(Noticiaslusofonicas)

“A história é o paradigma da verdade intrínseca de todos os povos e marca indelevelmente as suas lutas e os feitos gloriosos”, diz o autor no livro que será lançado em breve

«Jonas Savimbi – Uma Angola para todos os angolanos, Um símbolo Uma bandeira Uma pátria», é o título do livro de Joaquim Morais que será apresentado em Braga (Portugal) no próximo dia 9 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.


“Ao escrever as páginas deste livro, corre uma lágrima de saudade, vertida com incontida emoção, pela memória de todos aqueles que pereceram em combate, Angolanos e Portugueses, originados pela teimosia de um poder implacavelmente ditatorial e divorciado dos valores democráticos, jamais aceitando por inépcia dos seus governantes e cegueira intelectual, a corrente descolonizadora e os ventos da mudança”, diz o autor.

Joaquim Morais acrescente que “conhecedor das duas frentes de combate, (ZIN e ZIL) como oficial miliciano, combatendo nas densas matas de Angola, numa comissão de serviço de 1969 a 1971, cedo me apercebi da realidade e dureza de uma guerra de guerrilha, que nada trazia de novo, somente a destruição, incapacitação, e morte de jovens na flor da idade, que, desembarcavam em companhias e batalhões no porto de Luanda.”

“A guerra fratricida que durante 13 longos anos, enlutava os lares portugueses e Angolanos, era justificada no contexto governativo da Metrópole, como a heroicidade de um povo colonizador, voltando as costas ao mundo, numa situação de isolamento político, perante as reprimendas das “Nações Unidas,” que após a segunda guerra mundial, recomendou a concessão de liberdade e independência de países colonizadores, enquanto Portugal, pela rigidez do seu sistema autocrático e prepotente, continuava na senda do “Orgulhosamente sós”, diz o autor, acrescentando que “ter-se-ia de encetar a via democrática, falando abertamente com todos os movimentos de libertação, visto que, no terreno (por experiência própria) seria impossível uma vitória declaradamente contundente, factor irreversível, sempre rejeitado pelas forças militares, fieis ao regime, não obstante o alerta permanente de oficiais generais, conscientes de uma eventual derrota militar humilhante”.

“Cansados de uma guerra sem sentido, e na expectativa de uma carreira militar digna e profissional, surge a revolta dos capitães de Abril, pondo fim a 40 anos de ditadura, sendo o advento da democracia o factor emergente de todas as manifestações, concluídas com o fim da “guerra colonial”. O Povo Angolano, martirizado pelas guerras de independência e civil, independentemente da sua opção política, tem a legitimidade a partir de 4 de Abril de 2002 (depois do infausto acontecimento da morte de Jonas Savimbi) exigir do poder político, uma maior “ consciência nacional,” e o olhar atento para as carências de um “ novo país”, cuja riqueza é inquestionável, quando parcimoniosamente aproveitada, rejeitando o oportunismo e a demagogia, males que enfermam, naturalmente, aqueles que fazem do poder o sustentáculo d e uma vida faustosa, desprezando os mais desfavorecidos”, escreve o autor.

“Angola em nosso entender, não pode continuar a ser propriedade exclusiva de alguns grupos hegemónicos, correndo o sério risco de um fatídico regresso ao passado, tornando-se imprescindível, que, todas as forças vivas da sociedade Angolana, dêem o seu contributo na definição de um novo rumo, corporizando as tarefas de uma Pátria, profundamente devastada, e problematicamente tão difícil de se encontrar em si mesma. É necessário um “ apelo à unidade”, criando um modelo de Estado, que, assegure o bem-estar de culturas heterogéneas, de molde a que ninguém se sinta excluído ou humilhado. Urge, corrigir as verdadeiras assimetrias e profundas desigualdades sócio económicas, expurgando definitivamente as feridas de guerra, repensando uma nova política, com novos homens, novas ideias, novos rumos, para que as crianças possam sorrir, desenhando nas suas mentes o dia de amanhã, futuro das gerações vindouras”, afirma Joaquim Morais.


Voltar

4 votes. Moyenne 2.75 sur 5.

Commentaires (2)

1. jacinto laurindo lisboa 14/10/2011

gostei muito de ler este livro que retrata algumas verdades do nosso país, e das confusões que existem e que existiram.

2. Casimiro Serra 13/04/2008

COMO CONSEGUIR UM EXEMPLAR DO LIVROS?

Será que alguém me puderá ajudar a conseguir adquirir um exemplar deste livro?

Desde já os meus agradecimentos.
Casimrio Serra

casimiro.serra@hotmail.com

Ajouter un commentaire

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site