O CANTO DO JORNALISTA:

O CANTO DO JORNALISTA:JES BUSCA O SANEAMENTO MORAL DA SOCIEDADE

O contexto actual de realização de eleições no país, nos próximos tempos, tem levado o presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, a proferir um conjunto de declarações em que reconhece com frontalidade alguns problemas que afectam o pais.

Foi assim com o reconhecimento do mau estado da Justiça, feito durante a conferência nacional do seu partido, e agora no encontro dos seus pares do comité central, Eduardo dos Santos voltou a fazer o mesmo, criticando inclusive a postura promiscua de alguns dirigentes do seu partido.

O jornalista Siona Casimiro considera estes pronunciamentos como actos de muita coragem da parte de Eduardo dos Santos que procura fazer um certo saneamento moral da administração pública e não só.

«O alcance de toda esta viragem do discurso é minorado pelo contexto eleitoral. Parece aparentemente um discurso eleitoralista virado para encantar as massas, porque de facto a promiscuidade é forte. No recém-constituído Tribunal Constitucional, o presidente nomeado, nada foi dito em relação às outras funções que parecem doravante incompatíveis para um presidente do Tribunal Constitucional ser também presidente do Conselho de Administração da Cimangola ou ser advogado de causas em curso.»

Siona Casimiro considera que o carácter exemplar que geralmente têm os discursos do presidente, é de regozijar pelo facto da sua intervenção ter um efeito psicológico no saneamento da moralidade pública no sentido da moralização da sociedade angolana.

Do ponto de vista prático, Siona Casimiro considera que tem de haver uma tomada de medidas necessárias para o casos dos governantes que se encontrem numa situação de funções duplicadas.

«Os órgãos e as entidades junto das quais vão obtendo algumas regalias devem pôr fim a essas regalias.»

A exportação de capitais que também o presidente do partido no poder se referiu no seu discurso mereceu a interpretação do jornalista nos termos de que foi muito corajoso, acabando por prestar serviço à oposição que, em princípio, deve embandeirar um discurso de mudança, de alternativa.

«O pais para ser reposto é preciso muito dinheiro e muito deste dinheiro tem sido posto fora, devendo vir aqui para repôr não só Luanda mas o pais todo...Não haverá sentido nenhum haver um caminho de ferro com um ponto de partida e um terminal e no troço intermédio não haver investimentos, porque o comboio vai atravessar kimbos, aldeias que precisam de ser reconstruídas. Na região intermédia tem de haver uma série de interesses económicos nas suas iniciativas que vão alimentar e dar vida a estas infra-estruturas.»

Siona Casimiro reconheceu que alguns casos de promiscuidade são do âmbito da Justiça, mas na maior parte deles é do foro administrativo.

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