populações questionam

Em Benguela as populações questionam seriedade do processo eleitoral
Os responsáveis da UNITA na província costeira de Benguela emitiram um comunicado em que denunciam uma série de irregularidades que têm afectado a marcha do processo de registo eleitoral.

“Infelizmente, ao nível da Província de Benguela, temos assistido a episódios que contrariam o espírito e a letra da legislação aprovada pela nossa Assembleia, constatando-se os seguintes factos”:

 

1 - Recolha compulsiva de cartões de eleitor por orientação das Administrações Municipais, Comunais e pêlos Comités do Partido no Poder através dos Sobas, militantes e/ou simpatizantes do Partido da situação, em toda a extensão da Província.

2 - São exemplos palpáveis os seguintes:
a) Tentativa de recolha de cartões aos funcionários da Empresa SOPESCA sita na sede da Baía Farta em Abril último, através das senhoras Maria Jakubino e Dionisia Kuvango, ambas da OMA.
b) Nos Bairros Bandeira, S.João, Santa Cruz, S. Miguel, só para citarmos alguns, todos do Lobito, as vendedeiras do mercado informal perdem as suas respectivas "barracas", em caso de não apresentarem cartões de eleitor.
c) No Balombo o processo na sede já deve ter sido concluído sob condução directa do invariável Sr. Silva Ernesto Tchakamba, 2° Secretário Municipal.
d) No Bocoio dia 16/02/07 pelas 19 h, foram confiscados os cartões dos senhores José Chilala e Vitorina Mutango, ambos do Bairro Alto Henriques, pelo Secretário do Soba Sr. Kasuwende Pedro.
e) Na zona B, Município de Benguela, a tarefa foi atribuída aos senhores Regedor Rafael da Costa, Fernando Sabonete - Silva da Bela Vista, Ngando Kange - Soba do Calombutão, Lukombo - Bela Vista Baixa e pêlos Coordenadores de Comités senhores José Lukombo e António Epalanga.
f) No dia 26/4/07 o Administrador da mesma Zona, senhor Zeferino Sandjila apareceu no Posto de Registo n° 60323 com orientações claras aos Sobas de Kaseke - Macau senhor Kachiandala e aos dos Navegantes a fim de procederem a recolha dos nomes e respectivos números dos cartões, porta a porta.
g) O programa não deixou impune as escolas: só faz prova quem exibir e entregar a fotocópia do cartão de eleitora. O mesmo se passou na Comuna do Dombe Grande. Dia 11/04/07 O Sr. Edgar Fernando Baptista reuniu com os Directores das escolas para passar a mensagem à semelhança do que aconteceu com a senhora Maria Judith da Escola n° 383.
h)   Para ver se a moda pega, o programa vai evoluindo para todos os funcionários do Estado.

 

Consequências 
1. Cepticismo no seio da população quanto a seriedade do Processo. 
2. Redução na corrida aos Postos de registo o que contrasta a dita campanha de educação cívica pela mídia estatal e não só. 
3.  Probabilidade de os angolanos voltarem a ter eleições aleivosas. 
4. Inobservância do princípio da universalidade, da obrigatoriedade da transparência e imparcialidade. 
5.  Em virtude desta prática estar a continuar, criando perturbação no seio das populações, urge necessidade da reflexão de todos e explicação por parte de quem é de direito, para o bem do progresso. 

 

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