Presidente de Angola garante a Samakuva eleições em 2008

Presidente de Angola garante a Samakuva eleições em 2008

Líder da UNITA acredita na boa fé de Eduardo dos Santos. Só falta agora esperar pela próxima desculpa

O líder da UNITA, Isaías Samakuva, revelou hoje em Luanda que recebeu garantias do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, de que as eleições legislativas e presidenciais no país se realizarão no próximo ano.


Veremos. Veremos sobretudo se, pelo caminho o Presidente não vai arranjar desculpas, podendo a situação em Cabinda ser uma delas.


"Recebemos da parte do Presidente da República garantias de que não há nada, neste momento, que impeça eleições no próximo ano", salientou Isaías Samakuva.

As afirmações do líder da UNITA são, aliás, explícitas quando diz que “não há nada, neste momento… que impeça”. Neste momento, atente-se.

O presidente do maior partido da oposição angolana falava aos jornalistas no final de uma audiência concedida pelo Chefe de Estado de Angola.

Segundo o político, durante o encontro de cerca de 40 minutos o processo eleitoral foi um dos assuntos de destaque, entre outros de interesse nacional.

"Terão certamente conhecimento que nos últimos dias surgiram ainda algumas dúvidas no ar sobre se o processo seguiria o seu curso normal, isto é com as eleições a realizar-se no próximo ano", justificou Samakuva.

O líder da UNITA disse ter tido a oportunidade para voltar falar do caso das pensões dos ex-militares.

"Há uma classe de oficiais [superiores] que está já a receber as suas pensões, mas os majores, capitães e tenentes continuam ainda sem as suas pensões. Naturalmente, este caso também nos preocupa, porque abrange muita gente", afirmou.

Acrescentou que "há mais oficiais, de majores para baixo, do que oficiais superiores, pelo que quisemos pedir ao Presidente que prestasse também atenção a isso".

Relativamente à necessidade de consolidação do processo de reconciliação nacional e estabilidade do país, Isaías Samakuva disse que isso passa por um "relacionamento institucional que seja de abertura que se guie pelas normas democráticas".

"Achamos que o Presidente da República não só está a par destas situações, mas também demonstrou ter vontade de ajudar e até de impulsionar a boa solução de todos esses casos", disse o líder da UNITA nem discurso politicamente correcto.

Questionado se no encontro foi também abordada a questão da exclusão social que nos últimos tempos a UNITA tem publicamente reclamado, Isaías Samakuva salientou não ter referido o assunto como um tema em si.

"Nós não falamos da exclusão social enquanto tema exclusão social, mas referimos ao Presidente da República que há, de facto, discriminação, que nós a notamos em vários sectores da sociedade e que, de uma forma geral, até parece beneficiar aqueles que são do MPLA, deixando de fora os outros", observou.

Parece beneficiar aqueles que são do MPLA? Samakuva continua a pôr a diplomacia acima da verdade.

"Mencionamos esta questão e creio que vai encontrar o tratamento adequado", acrescentou Samakuva.

Assistiram à audiência de Isaías Samakuva, o vice-presidente da UNITA, Ernesto Mulato e o secretário-geral, Abílio Kamalata "Numa".

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Commentaires (5)

1. joão paulo sousa (site web) 27/09/2008

dr carlos pacheco em vez de esgotar inutilmente e desbravar em áreas que não domina e só o isolam deveria ser mais honesto e não vigarista e devolver a biografia de um dos fundadores do mpla ,dr Hugo josé Azancot de Menezes ou então trabalha-lo e publicar ,porque afinal você detem estas memórias ha ja oito anos e só esta interessado em publicar algo sobre o viriato porque afinal,o viriato da cruz foi o conseleiro militar do jonas savimbi quando este se dirigiu na china e o seu acessor militar foi o viriato da cruz

2. meireles (site web) 02/08/2008

ESCRITO POR:
(AYRES GUERRA AZANCOT DE MENEZES)

UMA DAS PREOCUPAÇÕES DO DR HUGO JOSE AZANCOT DE MENEZES E DOS SEUS IRMÃOS FOI A QUESTÃO DA TRANSLADAÇÃO DAS OSSADAS DO PAI, DR AYRES SACRAMENTO DE MENEZES SEPULTADO ALGURES NO CEMITÉRIO DO DONDO EM ANGOLA.
ESTA QUESTÃO ANTERIORMENTE JA TINHA SIDO CONVERSADA COM ALGUNS RESPONSAVEIS QUE NA ALTURA JA ESTARIAM A DAR ALGUNS PASSOS.
TUDO INDICARIA QUE OS RESTOS DAS OSSADAS SERIAM TRANSLADADAS PARA SÃO TOMÉ.
MAS INFELIZMENTE COM OS SUCESSIVOS DESAPARECIMENTOS DOS IRMÃOS INTERESSADOS , ALGUNS COMPROMISSOS FAMILIARES ANTERIORMENTE ASSUMIDOS COM GRANDE PREOCUPAÇÃO DEIXARAM DE SER RELEVANTES.
ESTE ASSUNTO FOI TAMBÉM SECUNDARIZADO PELAS PERSONALIDADES PÚBLICAS QUE ESTAVAM A FAZER AS DÉMARCHES.
COM O ACRESCER DAS NOVAS PREOCUPACOES DA ERA DO MUNDO GLOBALIZADO ALGUNS OBJECTIVOS FORAM ADIADOS.
ESPERA - SE QUE O BOM SENSO PREVALEÇA E SE DEVOLVA E CONCRETIZE TODOS DESEJOS FORMULADOS PELA FAMILIA INDEPENDENTEMENTE DA INTERVENCAO INTERESSADA OU NAO DOS ORGANISMOS DE DIREITO.
OS SIMBOLOS DO PASSADO PERTENCENTE A ESTE MOZAICO SÃO DA RESPONSABILIDADE TAMBÉM PÚBLICA PELOS INTERESSES QUE MOMENTANEAMENTE EXIBEM.

3. meireles (site web) 01/08/2008


OPINIÃO A CERCA DO LIVRO “ O HOMEM E O MITO “ VIRIATO DA CRUZ.

O historiador Carlos Pacheco demonstra uma certa frieza pelo facto do DR Hugo José Azancot de Menezes ( um dos fundadores do M.P.L.A.) não ter aderido na altura da crise do MPLA ou seja não se ter aliado ao Viriato da Cruz.
Com a emergência de um novo governo hostil ao MPLA e a sua expulsão de Kinshasa todos quadros do MPLA tiveram que abandonar este país.
Julgo o que mágoa do DR Carlos Pacheco foi o facto do DR Hugo José Azancot de Menezes e outros lideres e fundadores do MPLA por razões estratégicas e circunstanciais não se terem aliado a sua pessoa e posteriormente , alternativamente seguido o percurso mais consensual ,do DR Agostinho Neto.
Pois não sei quem seriam os verdadeiros e grandes aliados do Viriato da Cruz.
O facto do Carlos Pacheco deter as memórias do DR Hugo de Menezes há quase 8 anos e não os publicar alegando justificações pouco plausíveis reafirmam a tendência pela corrente do Viriato.

Pergunto hoje com que corrente políticas vigentes em Angola as teses do Viriato se coadunam ?
Efectivamente quantas correntes políticas actualmente se digladiam em Angola?

Em qual dos terrenos mais férteis culturalmente, socialmente e financeiramente elas vingariam?
No livro do Viriato da Cruz denominado “ O HOMEM E O MITO” DR Edmundo Rocha relata o afastamento do MARIO DE ANDRADE, HUGO DE MENEZES e outros interpretando como traição ao Viriato.
Mesmo que qualitativamente a criatividade do Viriato fosse de longe tão evidente e superior aos seus correligionários maioritariamente sensíveis e politicamente atentos e bem formados não perfaziam uma soma desequilibrante.
Será que as teses do Viriato a luz da actualidade ou nova globalização seriam consentâneas com as novas democracias emergentes?

Ou se caso contrario a sua prática vingasse qual seria o desfecho político até aos nossos dias?

Será que existe actualmente uma continuidade ideológica entretanto travada por outras utopias?

4. meireles (site web) 01/07/2008

( DOCUMENTO PERTENCENTE AO ESPOLIO DO DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES, UM DOS FUNDADORES DO M.P.L.A.)


MOUVEMENT DE DÉFENSE DES
INTÉRÊTS DE L´ANGOLA. LÉOPOLDVILLE,29 AVRIL 1961
“M.D.I.A” A SON EXELLENCE OLIVEIRA SALAZAR
B.P.2729 PRÉSIDENT DU CONSEIL DE PORTUGAL Á LEOPOLDVILLE LISBONNE

EXCELLENCE,
Nous avons eu l`honneur de vous adresser le 4 de ce mois une lettre dans laquelle nous formulions des mesures qui nous semblaient propres à faciliter, dans le calme et la concorde, l’émancipation des colonies portugaises dans le cadre défini par L´Assemblée Géneral des Nations Unies dès le 14 décembre 1960 (en annexe copie de la lettre du avril 1961).
Nous ne désirons pas voir la destruction de l´oeuvre réalisée depuis cinq siécles par le Portugal sur notre sol et ce, parce que nous voulons sauvegarder le patrimoine économique et industriel de l` Angola.
Nous n´aimons pas voir notre Patrie S`engager dans la voie de la guerre où Angola et Portugais payeraient de leur sang cette lutte inhumaine et stérile.
Nous n`admettons pas que notre pays devienne une seconde Algérie et que les ruines, les deuil et la misère s`y accumulent.
Le peuple portugais vante la sagesse de leur chef qui a su maintenir et devedores l`économie portuguaise. Nous voudrions ,Excellence, que cette sages se vous fasse comprendre que l´intérêt de nos deux différents peuples (Angolais et Portuguais) est de nous entendre et non de nous entretuer.
Nous voudrions que cette sagesse vous permette de sentir l`impérieuse nécessité qui nous fait - dans l` Afrique en pleine évolution - réclamer des droits à l`Autodétermination et à l` indépendence, droits que fréres des autres territoires africains ont tous obtenus.
Le Mouvement De Defense Des Interets De L ´Angola “ M.D.I.A.” vous a déjà clairement d´fini sa position.
Nous n`entendons pas chasser les portuguais. Nous entendons coopérer et poursuivre l`oeuvre entreprise dans la PAIX et L ´ORDRE mais SOUS LA DIRECTION DU PEUPLE ANGOLAIS,

Le mouvement De DEFENSE DES INTERETS DE L`ANGOLA “M.D.I.A.” est prêt à prendre contact avec les Représentants qualifiés de votre Gouvernement et à discuter avec eux L ´application des mesures et des réformes préconisée par la plus Haute Instance Internationale ( O.N.U.) en vue de L` accession à l` independance de notre pays, l` Angola.
Espérant, Excellence, qu`il vous sera possible de donner une suite á notre demande et dans l` attente du plaisir de vous lire par retour du courrier croyez à l `expression de notre plus haute consideration.

Pour Le COMTE- DIRECTEUR;

Le Secretaire Géneral, Le President Géneral
--------JP. MBALA_ __ A. MATUNDU-


5. meireles 04/02/2008

O PERCURSO De DR HUGO JOSÉ AZANCOT DE MENEZES

Hugo de Menezes nasceu na cidade de São Tomé a 02 de fevereiro de 1928, filho do Dr Ayres Sacramento de Menezes.

Aos três anos de idade chegou a Angola onde fez o ensino primário.
Nos anos 40, fez o estudo secundário e superior em Lisboa, onde concluiu o curso de medicina pela faculdade de Lisboa.
Neste pais, participou na fundação e direcção de associações estudantis, como a casa dos estudantes do império juntamente com Mário Pinto de Andrade ,Jacob Azancot de Menezes, Manuel Pedro Azancot de Menezes, Marcelino dos Santos e outros.
Em janeiro de 1959 parte de Lisboa para Londres com objectivo de fazer uma especialidade, e contactar nacionalistas das colónias de expressão inglesa como Joshua Nkomo( então presidente da Zapu, e mais tarde vice-presidente do Zimbabué),George Houser ( director executivo do Américan Commitee on África),Alão Bashorun ( defensor de Naby Yola ,na Nigéria e bastonário da ordem dos advogados no mesmo pais9, Felix Moumié ( presidente da UPC, União das populações dos Camarões),Bem Barka (na altura secretário da UMT- União Marroquina do trabalho), e outros, os quais se tornou amigo e confidente das suas ideias revolucionárias.
Uns meses depois vai para Paris, onde se junta a nacionalistas da Fianfe ( políticos nacionalistas das ex. colónias Francesas ) como por exemplo Henry Lopez( actualmente embaixador do Congo em Paris),o então embaixador da Guiné-Conacry em Paris( Naby Yola).
A este último pediu para ir para Conacry, não só com objectivo de exercer a sua profissão de médico como também para prosseguir as actividades políticas iniciadas em lisboa.
Desta forma ,Hugo de Menezes chega ao já independente pais africano a 05-de agosto de 1959 por decisão do próprio presidente Sekou -Touré.
Em fevereiro de 1960 apresenta-se em Tunes na 2ª conferência dos povos africanos, como membro do MAC , com ele encontram-se Amilcar Cabral, Viriato da Cruz, Mario Pinto de Andrade , e outros.
Encontram-se igualmente presente o nacionalista Gilmore ,hoje Holden Roberto , com o qual a partir desta data iniciou correspondência e diálogo assíduos.
De regresso ao pais que o acolheu, Hugo utiliza da sua influência junto do presidente Sekou-touré a fim de permitir a entrada de alguns camaradas seus que então pudessem lançar o grito da liberdade.

Lúcio Lara e sua família foram os primeiros, seguindo-lhe Viriato da Cruz e esposa Maria Eugénia Cruz , Mário de Andrade , Amílcar Cabral e dr Eduardo Macedo dos Santos e esposa Maria Judith dos Santos e Maria da Conceição Boavida que em conjunto com a esposa do Dr Hugo José Azancot de Menezes a Maria de La Salette Guerra de Menezes criam o primeiro núcleo da OMA ( fundada a organização das mulheres angolanas ) sendo cinco as fundadoras da OMA ( Ruth Lara ,Maria de La Salete Guerra de Menezes ,Maria da Conceição Boavida ( esposa do Dr Américo Boavida), Maria Judith dos Santos (esposa de um dos fundadores do M.P.L.A Dr Eduardo dos Santos) ,Helena Trovoada (esposa de Miguel Trovoada antigo presidente de São Tomé e Príncipe).
A Maria De La Salette como militante participa em diversas actividades da OMA e em sua casa aloja a Diolinda Rodrigues de Almeida e Matias Rodrigues Miguéis .


Na residência de Hugo, noites e dias árduos ,passados em discussões e trabalho… nasce o MPLA ( movimento popular de libertação de Angola).
Desta forma é criado o 1º comité director do MPLA ,possuindo Menezes o cartão nº 6,sendo na realidade Membro fundador nº5 do MPLA .
De todos ,é o único que possui uma actividade remunerada, utilizando o seu rendimento e meio de transporte pessoal para que o movimento desse os seus primeiros passos.
Dr Hugo de Menezes e Dr Eduardo Macedo dos Santos fazem os primeiros contactos com os refugiados angolanos existentes no Congo de forma clandestina.

A 5 de agosto de 1961 parte com a família para o Congo Leopoldville ,aí forma com outros jovens médicos angolanos recém chegados o CVAAR ( centro voluntário de assistência aos Angolanos refugiados).

Participou na aquisição clandestina de armas de um paiol do governo congolês.
Em 1962 representa o MPLA em Accra(Ghana ) como Freedom Fighters e a esposa tornando-se locutora da rádio GHANA para emissões em língua portuguesa.

Em Accra , contando unicamente com os seus próprios meios, redigiu e editou o primeiro jornal do MPLA , Faúlha.

Em 1964 entrevistou Ernesto Che Guevara como repórter do mesmo jornal, na residência do embaixador de Cuba em Ghana , Armando Entralgo Gonzales.
Ainda em Accra, emprega-se na rádio Ghana juntamente com a sua esposa nas emissões de língua portuguesa onde fazem um trabalho excepcional. Enviam para todo mundo mensagens sobre atrocidades do colonialismo português ,e convida os angolanos a reagirem e lutarem pela sua liberdade. Estas emissões são ouvidas por todos cantos de Angola.

Em 1966´é criada a CLSTP (Comité de libertação de São Tomé e Príncipe ),sendo Hugo um dos fundadores.

Neste mesmo ano dá-se o golpe de estado, e Nkwme Nkruma é deposto. Nesta sequência ,Hugo de Menezes como representante dos interesses do MPLA em Accra ,exilou-se na embaixada de Cuba com ordem de Fidel Castro. Com o golpe de estado, as representações diplomáticas que praticavam uma política favorável a Nkwme Nkruma são obrigadas a abandonar Ghana .Nesta sequência , Hugo foge com a família para o Togo.
Em 1967 Dr Hugo José Azancot parte com esposa para a república popular do Congo - Dolisie onde ambos leccionam no Internato de 4 de Fevereiro e dão apoio aos guerrilheiros das bases em especial á Base Augusto Ngangula ,trabalhando paralelamente para o estado Congolês para poder custear as despesas familhares para que seu esposo tivesse uma disponibilidade total no M.P.L.A sem qualquer remuneração.

Em 1968,Agostinho Neto actual presidente do MPLA convida-o a regressar para o movimento no Congo Brazzaville como médico da segunda região militar: Dirige o SAM e dá assistência médica a todos os militantes que vivem a aquela zona. Acompanha os guerrilheiros nas suas bases ,no interior do território Angolano, onde é alcunhado “ CALA a BOCA” por atravessar essa zona considerada perigosa sempre em silêncio.

Hugo de Menezes colabora na abertura do primeiro estabelecimento de ensino primário e secundário em Dolisie ,onde ele e sua esposa dão aulas.

Saturado dos conflitos internos no MPLA ,aliado a difícil e prolongada vida de sobrevivência ,em 1972 parte para Brazzaville.

Em 1973,descontente com a situação no MPLA e a falta de democraticidade interna ,foi ,com os irmãos Mário e Joaquim Pinto de Andrade , Gentil Viana e outros ,signatários do « Manifesto dos 19», que daria lugar a revolta activa. Neste mesmo ano, participa no congresso de Lusaka pela revolta activa.
Em 1974 entra em Angola ,juntamente com Liceu Vieira Dias e Maria de Céu Carmo Reis ( Depois da chegada a Luanda a saída do aeroporto ,um grupo de pessoas organizadas apedrejou o Hugo de tal forma que foi necessário a intervenção do próprio Liceu Vieira Dias).

Em 1977 é convidado para o cargo de director do hospital Maria Pia onde exerce durante alguns anos .

Na década de 80 exerce o cargo de presidente da junta médica nacional ,dirige e elabora o primeiro simpósio nacional de remédios.

Em 1992 participa na formação do PRD ( partido renovador democrático).
Em 1997-1998 é diagnosticado cancro.

A 11 de Maio de 2000 morre Azancot de Menezes, figura mítica da historia Angolana.

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