SOCIEDADE CIVIL HOMENAGEIA HOLDEN ROBERTO

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O posicionamento político divergente entre o partido liderado por Holden Roberto, a FNLA, e o partido no poder, o MPLA, levaram a que o Estado não reconhecesse condignamente a figura de Holden Roberto, disse o líder da Associação Mãos Livres, David Mendes.

O responsável cívico acredita que com o desaparecimento físico de Holden Roberto, o país deverá rever a sua História e dar a dimensão necessária a Holden Roberto, tal qual se tem dado a Agostinho Neto.

David Mendes disse ainda que infelizmente o país não soube reconhecer condignamente Holden Roberto enquanto esteve em vida, mas que tem consciência de que há de torná-lo numa figura imortal para todo o sempre.

« O país perdeu um dos seus libertadores que desde muito cedo dedicou-se à causa da luta da independência nacional, o país deve considerar-se em luto e não podemos deixar de referenciar Holden Roberto quando falamos da história de libertação de Angola, entre eles Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi.

É um verdadeiro patriota que mereceu para nós, enquanto crianças e jovens, admiração pela coragem que tiveram de enfrentar o regime colonial sem recursos materiais. Holden Roberto para nós, independentemente da filiação partidária de cada um, independentemente do posicionamento político de cada um, é um nacionalista que deve merecer de todos nós a maior reverência.»

Para o Académico Justino Pinto de Andrade, a morte de Holden Roberto deverá trazer ao de cima as verdades escondidas.

« A figura de Holden Roberto está vinculada ao processo de libertação nacional ele é mesmo dos primeiros angolanos dos tempos modernos a organizar e a criar uma estrutura que levou a cabo o processo de libertação nacional com mais dois outros movimentos. Holden Roberto teve a visão de dirigir a UPA que se transformou depois em FNLA e, por isso mesmo, é que Holden Roberto se transformou num baluarte porque sinalizou o caminho que muitos angolanos depois prosseguiram. E eu sou desses angolanos que acompanhou e participou no processo de libertação nacional que não me deixei envolver em grandes emoções, porque a nossa luta não foi uma luta em que nós estivemos todos juntos, uns estiveram de um lado e outros do outro lado».

Justino Pinto de Andrade realçou o facto de Holden Roberto não se ter envolvido na guerra civil que devastou o país.

« Holden Roberto teve lucidez de não se envolver na guerra civil nem ele nem a organização que dirigia. No início dos anos 80 a FNLA desmobilizou todo o seu efectivo militar e optou por não entrar na luta intestina que nós entre angolanos travámos e o terceiro ponto a favor de Holden Roberto é o facto de ter mantido grande firmeza, grande convicção em relação às coisas em que ele acreditava de tal maneira que a FNLA teve diversas deserções e Holden Roberto manteve a sua posição firme porque acreditava nela.»

Com a morte de Holden Roberto, disse Justino Pinto de Andrade, muitas das verdades que estão escondidas têm de vir ao de cima principalmente sobre o papel de Holden Roberto no 15 de Março já que ele não foi o mandante directo. Holden Roberto não era um sanguinário como muita gente pensa, ele era um homem pacífico. (AMendes)

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