SOLDADOS DAS FALA CLAMAM PELA SUA DESMOBILIZAÇÃO

SOLDADOS DAS FALA CLAMAM PELA SUA DESMOBILIZAÇÃO

Milhares de ex-militares da UNITA em Benguela clamam pela desmobilização para a sua reintegração social, segundo deu a conhecer à Voz da América, Augusto Neleho secretário para a Reinserção social dos antigos militares da UNITA, em Benguela.  (Voa)

Estão atirados à sua sorte o pessoal abrangido pelo Memorando de entendimento do Luena e do protocolo de Lusaka .Na sua maioria são deslocados de países estrangeiros como Zâmbia, Namíbia que, em desespero, passaram a exercer trabalho de transporte de pedras e sacos como forma de sobrevivência. Neleho disse que foram accionados alguns mecanismos a nível do seu partido para a desmobilização dos indivíduos afectos, o que ficará a depender da vontade política da parte do governo.

«São esses que nesses últimos dias, a direcção do partido, portanto fez o contacto com o governo e encontraram uma solução para uma segunda desmobilização, isto para complementar aqueles que em 2002 não foram desmobilizados.» O director provincial do Instituto de Reintegração Social, Francisco Branco, admite por seu turno a existência deste efectivo e não deu garantias duma eventual desmobilização.

«A própria desmobilização como tal é meramente da responsabilidade das FAA, por isso não posso adiantar, nem sequer tenho bases para poder falar da programação.» No âmbito do processo de Lusaka forma desmobilizados cerca de dois mil efectivos. Muitos deles debatem-se com a falta de terrenos para a construção de casas e desenvolvimento de projectos agrícolas, fruto da intolerância política. No seu relatório de balanço de actividades da Reinserção social desde o ano de 2003 a 2007 a UNITA em Benguela denuncia a existência de falta de seriedade da parte do governo na implementação de alguns projectos.

O documento esclarece que, todos os desmobilizados que fizeram parte de projectos de formação profissional, não foram encaminhados para o mercado de trabalho como estava estabelecido no Programa Geral de Desmobilização e Reintegração.

A UNITA indica a falta de vontade por parte dos órgãos competentes do governo como a causa do elevado número de irregularidades durante a implementação dos projectos que terminaram em Dezembro deste ano, denúncias estas contrariadas pelas autoridades governamentais de Benguela.(AC)


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