UNITA QUER INTERVENÇÃO

UNITA QUER INTERVENÇÃO DA ASSEMBLEIA NACIONAL NO DESARMAMENTO DA POPULAÇÃO CIVIL

A UNITA, através do seu grupo parlamentar, endereçou no dia 11 de Janeiro de 2008, uma carta ao Presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida, para que o problema do desarmamento da população civil seja tratado na “Casa das Leis” já nas próximas sessões.

A revelação foi feita pelo Presidente da Bancada Parlamentar do Galo Negro, Alcides Sakala Simões, no debate radiofónico da Emissora Católica de Angola, no Sábado, 12 de Janeiro de 2008 sobre o desarmamento da população civil.

Alcides Sakala considerou que a medida visa ter acções coordenadas para por em prática o pronunciamento do Presidente da República no final do ano de 2007, sobre a necessidade da realização das eleições num clima de tranquilidade e tolerância, tendo salientado para tal que estas acções pressupõem a aprovação de um pacote legal, que inclua a criação de uma comissão parlamentar para a fiscalização do desarmamento composta por 54 deputados de todas as bancadas parlamentares, a sensibilização, recolha e destruição das referidas armas.

O deputado Alcides Sakala sublinhou ainda que a UNITA é a formação mais interessada no desarmamento da população civil, não só pelo perigo que as armas representam em vésperas de eleições, mas também por ser uma tarefa do Protocolo de Lusaka, cujo cumprimento é da responsabilidade do Governo.

Acrescentou que o país precisa de ser desmilitarizado porque “as armas cumpriram com o seu papel em tempo de guerra”. Segundo disse, só as instituições competentes do Estado devem ter armas, a exemplo das Forças Armadas Angolanas e das autoridades policiais devidamente adequadas à sua função.

Na sua intervenção o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA lançou um apelo aos dirigentes do MPLA, para que desarmem os seus militantes, de forma a garantir que as eleições decorram num clima sereno, com as mentes desarmadas e de total tranquilidade.

Fez lembrar ainda, que o seu se passa no interior do País é muito grave, onde pessoas doutras formações políticas que não do MPLA estão a ser mortas. "Até alguns sobas agora já andam armados", fim de citação.

Recorde-se que ao debate radiofónico da Ecclésia não se fez presente o representante do MPLA, que numa nota do gabinete do seu Bureau Político manifestou indisponibilidade em participar, ao lado de outros convidados (um oficial general em representação do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, o Professor Carlinhos Zassala, na qualidade de Psicólogo e do Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Alcides Sakala Simões).


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