MEMORIAS DE HOLDEN ROBERTO ESPERAM LUZ VERDE DO MPLA

MEMORIAS DE HOLDEN ROBERTO ESPERAM LUZ VERDE DO MPLA

LIVRO SOBRE O FUNDADOR DA FNLA FOI VISTO E REVISTO PELO GABINETE DO PRESIDENTE DA REPUBICA DE ANGOLA, JOSE EDUARDO DOS SANTOS
A História recente de Angola parece que só pode ser escrita se respeitar os cânones oficiais do MPLA e sobretudo do presidente JosÉ Eduardo dos Santos. É esse o crivo, ou censura, que está a ser imposto aos autores das memórias de Holden Roberto, fundador da Frente Nacional de Libertação de Angola, FNLA.
A obra já deveria estar nas bancas, mas o atraso deve-se à análise prévia que foi "decretada" pelo Gabinete da Presidência da República, numa aitude que em termos práticos viola todas as regras de uma democracia.

Fontes revelaram ao NL que, em termos oficiais, a versão é a de que o presidente apenas quer conhecer de forma informal o conteúdo da obra.

Também é sabido que na altura em que foi anunciada a tarefa, os responsáveis da FNLA foram "aconselhados", a bem das relações insituicionais, a enviar o livro ao Gabinete da Presidência da Republica, de modo a que a "qualidade histórica" da obra fosse vista e, eventualmente, "melhorada com o contributo" de outras personalidades.

Certo é que, apesar de anunciar para breve a publicação, a FNLA não avança informações sobre se o livro reflecte a versão original dos seus autores ou se, por acaso, foi alterada devido sos tais contributos eventualmente propostos pelo MPLA.

Holden Roberto deixou as suas memórias prontas, tarefa na qual contou com o apoio do jornalista João Paulo Nganga que foi, aliás, o portador do livro junto do Gabinete da Presidência da Republica.

Presume-se, como salienta o Club K, que o líder fundador da FNLA, revela nas suas memórias a sua versão sobre grandes questões que o publico gostaria de saber tais como as mortes de Deolinda Rodrigues, o fracasso da tomada do poder em 1975 resultando no recuo na batalha de Kifangondo, bem como aspectos importantes do relacionamento da FNLA com o MPLA e a UNITA.

Recentemente, num convívio partidário em Luanda, em alusão a sua dimensão histórica, política, militar e patriótica de Holden Roberto, alguns partidários da FNA aludiram inclusive a uma suposta passagem de José Eduardo dos Santos pela organização de juventude da então UPA, quando deixou Luanda para se juntar a outros nacionalistas que combatiam o regime português a partir do exterior.

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Commentaires (1)

1. Kizua Ngongo 27/02/2012

O grande problema é que quando um partido está envelhecendo e não há rejuvenescimento acaba tudo numa peste de interesses.
Como é que um partido que busca conservar a sua história ainda entrega as suas verdades as mãos de seu antigo inimigo?
Esses mais velhos sempre pensaram atrasadamente. O que deveriam fazer é publicar e depois melhorarem os documentos em uma próxima edição e nada de ir entregar ao MPLA-JES

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