FONTE DA UNITA ATRIBUI MÉRITO DA BATALHA DE CUITO-CUANAVALE À 50ª BRIGADA ESPECIAL CUBANA

FONTE DA UNITA ATRIBUI MÉRITO DA BATALHA DE CUITO-CUANAVALE
À 50ª BRIGADA ESPECIAL CUBANA
Para uma alta patente das antigas forças militares da UNITA, existem poucas verdades na versão do Governo de Angola em relação à batalha do Cuito-Cuanavale. «Sente-se que há uma maquinação para atingir fins eleitoralistas»- referiu (Multiplex)
Para uma alta patente das antigas forças militares da UNITA, existem poucas verdades na versão do Governo de Angola em relação à batalha do Cuito-Cuanavale. «Sente-se que há uma maquinação para atingir fins eleitoralistas»- referiu
 
Falando na condição de não ser identificada a fonte disse à Voz da América que o que está na base de todo o alarido feito nos últimos dias à volta desta batalha «deve ser complementada com outras verdade da UNITA para ser aceite como parte da história do nosso país».

Para a fonte «na verdade os sul-africanos apoiaram os combates com artilharia e com a defesa aérea mas as tropas as terrestres (a infantaria) era constituída totalmente por forças da UNITA e estas não foram derrotadas conforme se pretende dar a entender à opinião pública».

Reconhece que o falecido general Ngueto foi dos cabos de guerra do Governo que soube dirigir as suas tropas mas mesmo assim esclarece que não conseguiu «travar o ímpeto da UNITA».

Esta semana algumas figuras do Governo referiram que a batalha do Cuito-Cuanavale se constitui na maior derrota das tropas sul-africanas e da UNITA e ditou uma mudança radical na geo-política da África Austral.

Mas para a fonte que temos estado a citar «é à brigada especial nº 50 enviada de Cuba que se deve atribuir os feitos registados nesta batalha e não às antigas FAPLA».

Entretanto, a Lusa noticiou que uma missão parlamentar sul-africana, que inclui ex-combatentes do anterior e do actual regime, deveria partir esta sexta-feira para Cuito-Cuanavale para assinalar o 21º aniversário daquela que é considerada a maior batalha travada em África desde a II Guerra Mundial.

Os membros do Parlamento, académicos, veteranos de guerra - quer do braço armado do ANC que lutou contra o «apartheid» quer das antigas forças armadas do regime minoritário branco, as SADF - viajarão por estrada e visitarão várias áreas em redor de Cuito-Cuanavale, onde tiveram lugar alguns dos confrontos mais violentos em 1987.

Um comunicado hoje emitido pelo parlamento sul-africano a propósito desta jornada à memória dos tempos refere que no Cuito-Cuanavale militares angolanos, cubanos e namibianos conseguiram travar a agressão militar das forças militares do apartheid, enquanto os exércitos de libertação sul-africanos que lutavam no Norte de Angola conseguiam conter os rebeldes angolanos, evitando que eles reforçassem o exército do apartheid.

A versão angolana sobre os acontecimentos de 1987 foi em mais de uma ocasião desmentida pelos ex-generais das SADF que participaram na operação e na invasão. Algumas daquelas altas patentes afirmaram recentemente que as forças do regime de Pretória nunca tiveram intenções de ocupar território angolano, incluindo mesmo a cidade de Cuito-Cuanavale, tendo apenas como objectivo repelir o avanço das tropas angolanas e cubanas, o que alegadamente teria sido conseguido.

As batalhas de 1987 naquela localidade fizeram milhares de mortos e feridos, mas os números foram sempre objecto de controvérsia.

Segundo a versão do antigo regime sul-africano, as SADF sofreram 20 baixas enquanto entre angolanos e cubanos o número de vítimas mortais ascendeu a 4 mil.

As negociações de paz que se seguiram à batalha de Cuito- Cuanavale resultaram na retirada de todas as forças estrangeiras de Angola e subsequentemente na independência da Namíbia, antiga colónia alemã que estava então sob administração ilegal sul-africana.

O parlamento sul-africano salienta no comunicado, citado pela Lusa, que a visita terá como objectivos realçar a importância decisiva daquele período de conflito regional e encorajar um melhor entendimento da importância da solidariedade global na emancipação da África Austral e da África em geral.

«Prestaremos homenagem a todos aqueles que fizeram o sacrifício supremo pela libertação da África do Sul», lê-se no comunicado parlamentar que durante a jornada por estrada, a caravana visitará locais de importância histórica, projectos comunitários iniciados e recolherá informações sobre as necessidades de desenvolvimento da região.

Por cá a comissão criada pelo Presidente da República para preparar os festejos do 20º aniversário da batalha do Cuito-Cuanavale esteve esta quinta-feira naquele município do Kuando-Kubango a criar as condições para assinalar a data no dia 23 de Março.


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