QUANDO O MPLA FAZIA MARKETING

QUANDO O MPLA FAZIA MARKETING DE GUERRA

Maurício Santana é hoje o director das operações da agência brasileira Engenho Novo em Angola. Mas a sua ligação àquele mercado não é recente e é um exemplo da influência que os publicitários brasileiros possuem em Angola.

Em 1992 estava na brasileira Propeg, agência que foi destacada para trabalhar a campanha do MPLA para as eleições legislativas realizadas nesse ano.

Entre 1998 e 2003 viveu mais um desafio na sua carreira, outra vez ligado à comunicação política, ou de guerra, se quisermos atender ao cenário que se vivia durante esse período em Angola.

Desta vez, Santana estava ligado à Link, outra agência de publicidade brasileira, mas o cliente a que se dedicou era o mesmo, o MPLA. A agência brasileira foi responsável por vários trabalhos de propaganda do MPLA, que incluia acções de marketing contra a UNITA que decorreram até à morte de Jonas Savimbi.

Ao M&P Maurício Santana relembra o seu percurso em Angola com uma naturalidade que, num profissional português, talvez fosse sinónimo de ocultação ou segredo.

Em 2003 depois da morte do Jonas Savimbi, o Kevin Savimbi tentou contratar a agência baiana Propeg para ressuscitar a UNITA, braço político da direita Angolana. Kevin é sobrinho de Jonas Savimbi, que promoveu uma guerra civil de 35 anos contra o governo angolano . A Propeg tinha recusando o convite.

Agora, que está na Engenho Novo, a agência que vai trabalhar a publicidade da Copa das Nações Africanas, que se realiza em 2010, em Angola, diz que apenas faz "comunicação privada e governamental".

A história da Engenho Novo, uma das várias agências brasileiras em Angola, teve o seu início há quatro anos.

Na altura, a Odrech escalonou a agência para fazer o lançamento do primeiro centro comercial da empresa em território angolano. Hoje, além do contrato com a competição desportiva mais importante do continente africano, a carteira de clientes é ampla. Engenharia, banca, telecomunicações e empresas ligadas à construção de satélites são alguns dos sectores abrangidos pelo portfólio da agência. Ligados ao escritório de Luanda estão 25 profissionais de origem brasileira e angolana, sendo que na área da produção a agência conta com o apoio de uma empresa portuguesa: a ADN filmes.

Maurício Santana, ao abordar a publicidade no país, diz que a "indústria da comunicação chegou a Angola".

"Existe, está instalada e em desenvolvimento", acrescenta. Mas, como em todos os mercados ainda por amadurecer, Santana aponta as lacunas: "Há uma grande necessidade de investir em mão-de-obra especializada e de estruturar melhor as entidades reguladoras que abrangem todas as actividades da cadeia de produção do sector, para que sejam implementadas boas práticas no mercado."

Há vários décadas que as empresas brasileira actua em angola numa notícia sugere-nos a recordação de duas outras publicadas na imprensa brasileira no ano de 1999: Uma, em 16 de Outubro, no importante diário VALEPARAÍBANO, de São José dos Campos, cidade principal do Vale do Paraíba, na qual, como importantíssimo pólo industrail, estão instaladas as principais indústrias estratégicas e centros de pesquisa aero-espacial e aeronáutica do País, segundo a qual, o director do Sindicato dos Metalúrgicos daquela cidade, ele próprio funcionário da ESTATAL - EMBRAER que fabrica todos os tipos de aeronaves militares e comerciais, numa fase em que estavam reduzindo o número de operários e técnicos, tinha denunciado que no mês anterior aquela empresa havia fornecido 6 aviões SUPERTUCANOS, os mais sofisticados aviões de reconhecimento, bombardeamento ligeiro e ataque terrestre, empregados no controle da Amazônia pela Força Aérea Brasileira, à Força Aérea de Angola, por encomenda do governo de Luanda, à razão de US $15 milhões de dólares cada unidade, fornecimento esse que fora classificado de "confidencial" bem como o treinamento de 6 pilotos angolanos por instrutores militares brasileiros. Pouco depois o Huambo, capital do planalto central angolano que estava então controlada por forças das FALA da UNITA, foi literalmente arrasado por um destruidor bombardeamento realizado por esses aviões, tendo morrido ou ficado mutilados numerosos civis, crianças, mulheres e homens, além de tropas da dita UNITA.

Na mesma altura o jornal diário FOLHA DE S.PAULO denunciou que o Itamaraty havia publicado uma nota desmentindo uma acusação da UNITA de que pilotos brasileiros estavam realizando voos de ataque e bombardeamento em Angola, ao serviço das FAA do MPLA, alegando o ministro das Relações Exteriores que o governo de Brasília ignorava se haveria civis brasileiros em tais actividades, afirmando porém que não estavam ali pilotos ou instrutores militares brasileiros... Então como até há pouco, pelo menos que se saiba (porque a imprensa brasileira nada noticia, ou raras vezes o faz, sobre Angola, apenas se sabendo o que por lá se psssa através das emissoras de TV BANDEIRANTES, ex-MANCHETE, RECORD do Bispo Macêdo,as  quais inclusivamente enviaram missões de reportagem a Angola que ali colheram imagens impressionantes mostrando os mutilados civis - que totalizam mais de meio milhão de infelizes -, as cidades do Bié, Huambo e outras destruídas pela artilharia e pela aviação do MPLA, os efeitos mortiferos e mutilantes das terriveis ogivas de multi-fragmentação de granadas fabricadas em São José dos Campos pela AVIBRÁS, os blindados URUTU e jipes fabricados pela ex-ENGESA, os sofisticados armamentos pesados, granadas e munições fornecidas ao MPLA por empresas brasileiras, os poços de petróleo, em Angola, explorados pela BRASPETRO que é um dos ramos, para o exterior, da poderosa estatal brasileira PETROBRAS, o monopólio das obras públicas atribuidas por José Eduardo dos Santos à empresa carioca de Norberto ODEBRECHT que ali mantém milhares de técnicos e operários e está explorando uma rica jazida de diamantes no leste angolano, enfim, numerosas informações e imagens que a imprensa escrita, ao que parece manipulada por grandes interesses cuja publicidade lhe dá chorudos lucros, com exceção (à brasileira) do Jornal VALEPARAIBANO e da FOLHA DE S.PAULO (mas... nem sempre), nunca aborda...

Nas  eleições de 1992  em que o "rebelde" Savimbi estava à cabeça das sondagens, US$100 milhões de dólares pagos à Propeg e talvez quase outro tanto à Orion, segundo rumores de fontes bem informadas, garantiram no final do percurso a "vitória" de José Eduardo dos Santos,QUE ASSUMIRA TODOS OS ÓRGÃOS DA MIDIA TOTALMENTE CONTROLADA PELO GOVERNO DE JES, esse sujo serviço de marketing político {sequer, como nos confidenciou em S. Paulo, recentemente, um dos integrantes dessa equipa da brasileira Propeg, acreditando eles próprios na de cência, legitimidade e lhaneza das tarefas que em Angola estiveram a seu cargo para conseguir a reeleição de JES, o qual estava entre o povo com baixo IBOP), um intensivo e persistente "washbrain" na mente de uma população ignorante e miserável, sofredora e desorientada, em muitos aspectos pueril ainda devido à sua imaturidade consequente do agravamento do subdesenvolvimento que a "independência" em proveito dos quadros políticos e militares do MPLA e de... Portugal, gerou nessa massa humana majoritariamente analfabeta (99% , ou mais...) . Em Angola como no Brasil ( onde os nordestinos analfabetos que nem sequer, na maioria, sabem o nome de seu Chefe de Estado, são manipulados e conduzidos às urnas pelos "coronéis", pela "burguesia dominante", assegurando deste jeito a vitória e a aaparente perenidade do poder em mãos da alta burguesia de direita e centro-direita mascarada de centro-esquerdaa) a carência alimentar, a propensão para a alcoolatria , a ignorância e a ausência de consciência coletiva responsável são tão evidentes que essa pobre população (pertencente a um dos territórios potencialmente mais ricos do planeta Terra) se comporta de maneira inconsequente infantil, a tal ponto que, só de assistirem na TVA- estatal, trabalhada para os narcotizar e manipular- à série da TV GLOBO "O BEM AMADO", rebatizaram o mercado principal da antiga cidade de São Paulo da Assunção de Luanda, hoje apenas Luanda, passando a denominá-lo "MERCADO ROQUE SANTEIRO"!!! A isso, os "entendidos" da democracia dita lusitana chamam de "vontade popular DEMOCRATICAMENTE MANIFESTADA".

Dizem as más línguas que, como os padres salesianos e as irmãs de Maria Auxiliadora da Inspetoria Salesiana de São Paulo invadiram certas regiões de Angola, como Luanda, Icolo e Bengo, Dondo, Kalulo, Malanje, Muxico, ocupando os "espaços em branco" resultantes da covarde e recriminável deserção dos "portugas" da hierarquia ( com exceção do nobre e digno bispo Dom João da Mata Mourisca... no antigo Uíge, que por lá continua), do clero, das irmãs, em suma, dos missionários em geral, lusitanos que recolheram às suas cidades e aldeias na ocidental praia lusitana. Esse neo-colonialismo místico-religioso (catôlico e também de igrejas evangélicas como a IURD em particular) ocorreu a partir, sobretudo, da segunda metade da década de 80, desde quando se notou nas instalações sitas nos campus de educação salesiana, um notório progresso revestido até de certo luxo e total informatização.

Temos consciência, pela experiência de vivencia do nosso passado ( já pesam 75 invernos austrais sobre os nossos ombros...) que os mal preparados, em assuntos do chamado (erradamente) TERCEIRO MUNDO, diplomatas engravatados e preconceituosos bem-falantes da maior parte dos países que se julgam "mestres" em política para os restantes 185 cujos quadros nessa área são menos aculturados nesse campo de atuação internacionalista, estão orientando mal os seus mais altos responsáveis. !!! Daí os erros que muitos destes vêm cometendo em seus julgamentos, partidarismos e preferências... Nestes casos, o melhor é ficar mesmo... fora do assunto.

Noticiaspress/ Meios & Publicidad

 

4 votes. Moyenne 1.75 sur 5.

Ajouter un commentaire

Vous utilisez un logiciel de type AdBlock, qui bloque le service de captchas publicitaires utilisé sur ce site. Pour pouvoir envoyer votre message, désactivez Adblock.

Créer un site gratuit avec e-monsite - Signaler un contenu illicite sur ce site