Recrutamento forçado de jovens

UNITA pede explicações ao governo sobre o recrutamento forçado de jovens

O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva disse este Sábado em Luanda que o seu partido quer explicações do Governo sobre o recrutamento forçado de jovens que decorre em várias províncias do País.

De acordo com o líder do Galo Negro, ao seu escritório chegam diariamente telefonemas de jovens que no Moxico , Lundas e Bié pedem a intervenção da UNITA para se por cobro ao recrutamento forçado de jovens, ao contrário do que foi veiculado num desmentido das autoridades angolanas.

Falando num encontro com os quadros do seu Partido residentes em Luanda, Isaías Samakuva apelou aos presentes para serem porta-vozes daqueles que neste momento se encontram refugiados nas matas para escaparem do recrutamento forçado que decorre naquelas províncias de Angola.

Para Isaías Samakuva este é mais um indicador do retrocesso que o processo democrático no país conhece, fruto dos resultados “fraudulentos “ das eleições legislativas de 5 de Setembro, pois, segundo disse, num estado democrático não ocorrem rusgas parecidas as do tempo do “Kwata Kwata”, porque o estado tem já legislado o processo de recenseamento militar.

Apelou por isso aos quadros do seu partido para fazerem denúncias desta situação, e o Grupo parlamentar interpelar o Governo para dar uma explicação sobre estas ocorrências.

No encontro que serviu para perspectivar os desafios do partido para os próximos tempos, Isaías Samakuva disse igualmente ser necessário que os militantes do seu partido continuem firmes na consecução dos objectivos que a UNITA persegue, em prol dos interesses supremos dos angolanos. Acrescentou que “a UNITA continua a ser a esperança de milhões de Angolanos, por isso apesar dos vários golpes pelos quais tem passado é importante que os quadros se compenetrem do seu papel, pois que chegará um dia em que este ideário vai triunfar”, fim de citação.

Foram ainda abordadas questões ligadas a disciplina partidária, como condição fundamental para a aplicação rigorosa dos programas do partido, a gestão de quotas, o processo de reinserção social dos ex-militares e seus dependentes, o apoio às actividades das organizações de massa JURA e LIMA, bem como a reestruturação do partido tendo em conta os próximos desafios eleitorais do país.

Os quadros apresentaram dúvidas, sugestões e comentários sobre as questões abordadas, tendo merecido o referido esclarecimento do Presidente da UNITA

 

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